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Melhor que a autoestima

11.02.09

por Mariana Marques

Lily Allen - It´s not me, it´s you

(2009)

Top 3: "Fuck you", "I could say", "Everyone’s at it"

Princípio Ativo:
O diário de Lily

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Fi-nal-men-te! Depois de tanta especulação e músicas lançadas aos poucos desde o início de 2008, It’s not me, It’s you, segundo disco de Lily Allen, pode ser apreciado na íntegra. O responsável pelas graciosas melodias eletropops é Greg Kurstin, da banda The Bird and the Bee. Seja a faixa mais ou menos eletrônica, as espertinhas letras da inglesa continuam sendo o aspecto mais chamativo. Uma coisa é certa: Lily Allen não tem medo de se expor ao praticamente abrir seu diário.

Querido diário, tô p da vida!
“Fuck you”, com seu pianinho alegre e batidas eletrônicas, é a vedete do disco. Foi escrita inicialmente para o Parlamento Britânico, ainda que muitos pensassem que fosse para George W. Bush. Acho que no fim das contas o you pode ser qualquer pessoa detestável. Ainda em tom de denúncia, Lily Allen critica a sociedade consumista em “The Fear” e afirma que todo mundo usa algum tipo de droga em “Everyone’s at it”. Além de dar alfinetadas irônicas, ambas têm em comum ótimos barulhinhos e um quê de hits de baladas (sem remixes toscos, por favor!).

Querido diário, cansei desses idiotas!
Lily diz que, após a repercussão de seu primeiro disco, os homens têm sido bonzinhos e cavalheiros, com medo de virarem tema de suas canções. Faz sentido ao ouvirmos “Not Fair”, faixa de levada country que fala sobre um cara muito legal e educado, mas que decepciona na cama. Em “Never Gonna Happen”, a britânica dispara “Pare de me ligar porque está muito entediante”. Apesar da letra má, a música é fofinha, com palmas, som de acordeão e apelo circense.

Querido diário, sou bacana e fofa
“Back to the start”, com informação sonora demais, tem a letra mais fraca, que contradiz o ótimo nome do disco. Não combina com Lily dizer “It's all my fault/ I'm sorry you did absolutely nothing wrong.” As baladinhas bonitas são bem representadas por “I could say”, sobre como terminar um relacionamento pode ser bom (adoro os “aaaahh” do refrão) e “Who’d have known”, que dá vontade de tomar vinho, como bem disse um amigo.

Querido diário, falo muita besteira
É claro que enquanto o álbum não ficava pronto, a britânica teve tempo de sobra pra fazer a alegria dos paparazzi – saindo bêbada de boates e fazendo topless na praia – e também dos jornalistas – dando declarações polêmicas como a de que já fez sexo com gêmeas lésbicas. No entanto, nada me chocou mais do que quando ela afirmou, com a autoestima no fundo do poço, que não tem talento, não entende de música e apenas escreve umas coisinhas. Lily Allen devia ficar mais calada, escrever mais e não demorar mais tanto tempo entre um disco e outro.

queriro diariop, tO BEBACA

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