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Ele nem é tão ruim assim.

29.03.09

por Marina Borges

Ele não está tão a fim de você

(EUA/Alemanha/Holanda, 2009)

Dir.: Ken Kwapis
Elenco: Ben Affleck, Jennifer Aniston, Drew Barrymore, Jennifer Connelly, Ginnifer Goodwin, Scarlett Johansson, Justin Long

Princípio Ativo:
Estrelas, romance e draminha

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Greg Behrendt e Liz Tucillo eram roteiristas de “Sex and the City” e utilizaram a frase “He's not just that into you” num episódio da série. A sinceridade e obviedade dela os inspirou a escrever um livro cheio de situações (e sem história) que desenhava para mulheres o que elas não queriam ver: “Ele simplesmente não está a fim de você”. Título melhor que o do filme, que coloca esperança onde ela não existe.

O problema: criar personagens e uma trama para dar vida às situações estanques do livro. Baltimore foi a escolhida para receber o elenco caro e conhecido que tem suas histórias entrelaçadas. Pequena, mas nem tanto, o tamanho da cidade torna crível todos se conhecerem.

Um dos bons momentos do filme, o início, nos lembra de como estamos acostumadas a ser como a protagonista Gigi (Goodwin). Para ela, não importa como foi o encontro: o cara sempre está a fim dela e, claro, vai ligar novamente. Igual àquela amiga sua. Ou a você mesma(o) na adolescência.

Janine (Connelly) e Beth (Aniston) trabalham no mesmo lugar que Gigi. O “marido” de uma é amigo do marido da outra, que conhece uma instrutora de yoga no supermercado, que é amiga da vendedora de anúncios, cujo cliente é um corretor de imóveis que sai com Gigi e não liga de volta para ela, que pede conselhos para o amigo dele, que é gerente de um bar. Expert nas artimanhas dos homens para afugentar as pretendentes, é este gerente, Alex (Long), que ajuda a moça a perceber que “ele(s) não está tão a fim de você”.

O filme tem dois tipos de bons momentos. O primeiro é quando ele atende à parte “comédia” do gênero. Mesmo os pobres namorados, acompanhantes e torturados, conseguem rir das piadas, algumas realmente bem engraçadas. O segundo é quando Long e Goodwin estão em cena. A química entre os dois dá certo e as atuações estão acima do resto do elenco, que parece estar com preguiça. Scarlett Johansson é carismática como sempre, mas longe de seus melhores momentos. As Jennifers, Ben (Affleck) e Drew parecem atuar apenas para fazer jus ao pagamento.

O pecado é a parte “romântica”, que não combina com a obviedade da frase-título e é simplesmente romântica demais. Depois de vários encontros e desencontros, todo mundo vira exceção à regra. E esse é o máximo que eu posso falar para não estragar a surpresa de quem for ver o filme. Porque, apesar de tudo, ainda acho que o dinheiro do ingresso foi bem gasto. Garotas, desgrudem as bundas de seus namorados da poltrona em frente ao futebol. Se ele não for, ele pode não estar tão...ops.

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“Você ainda não entendeu? Vou te explicar de novo, desenhando dessa vez.”

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