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Daniel Oliveira
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24 horas

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3- 24 horas: Normalmente, em cada temporada de “24 horas”, o agente Jack Bauer (Kiefer Sutherland) lida com uma tentativa terrorista de destruição dos EUA – ou, como eles dizem, do mundo. Na quarta temporada, a diferença foi que ele lidava com uma ameaça destas em cada episódio. Quando se imaginava que a série começaria a apresentar sinais de desgaste, com o frescor da novidade do “tempo real” sublimado pelo hype de “Lost”, seus roteiristas mostraram que estão com mais gás do que nunca.

Jack Bauer é um militar violento, torturador, radical e obstinado. É o exemplo típico da justiça norte-americana, que atira primeiro e pergunta depois. Ele já impediu ataques nucleares, torturou o marido da amante na frente dela, matou o chefe e se viciou em heroína – tudo para salvar o mundo. A diferença com a realidade, e que faz você inevitavelmente torcer por ele, é que seus métodos escusos apresentam resultados. E se a vida pessoal dele fica mais fudida a cada temporada, pelo menos o país que ele tanto protege sempre sai ileso. Assistir a “24 horas” é ver o que acontece nos porões da política norte-americana e a forma pela qual ela tenta manter seu domínio sobre o mundo. Tudo isso muito bem editado, com produção cinematográfica, o mau humor da Chloe e as unhas roídas toda segunda-feira, com medo de que o mundo (ou os EUA) vá acabar.

Por que assistir? Pelo desafio de ver como os roteiristas vão construir um dia tão caótico como os das temporadas anteriores, criando uma tensão insuportável para cada final de hora (ou episódio). Onde e quando? Fox, segundas, às 22h.

Jack Bauer: o Mcgyver dos anos 00

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Daniel Oliveira é jornalista e fã de Grey's Anatomy.
daniel@pilulapop.com.br

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