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Daniel Oliveira
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Grey’s Anatomy

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5- Grey’s Anatomy: “Vamos ver quem tem a pior vida?”. “Minha namorada me passou sífilis”. “Eu ganho, meu namorado é meu chefe e é casado”. “Não, eu ganhei, estou grávida”. Assim começou a segunda temporada dessa série que vem provar que “ER” podia ser bem mais legal. O que interessa aqui não são os acidentes, concussões, ataques epilépticos, cânceres ou estados terminais dos pacientes. Mas sim o cotidiano de cinco médicos residentes – a Grey do título, Cristina (a vencedora do Globo de Ouro e do SAG Sandra Oh), Izzie, Alex e O’Malley - que tentam conciliar a ambição da carreira com sua vida pessoal e seus impulsos sexuais.

O texto da série é de uma inteligência fina, ao contrário da maioria das séries médicas que deixam o espectador boiando em meio ao jargão médico. Uma das grandes sacadas da série foi a ressurreição de Patrick Dempsey (Loverboy, Namorada de aluguel, lembra dele?), um galã infanto-juvenil dos anos 80, que deu as caras em “Pânico 3” e aparece agora como um garanhão quarentão. O elenco é afinado em seus papéis, a trilha já teve até um momento glorioso com Wilco (Hummingbird) e conta com uma pérola em cada episódio. É o tipo de série que não é um fenômeno, mas demonstra que tem muito potencial para durar por anos com qualidade. É uma dramédia parente direta de “Desperate Housewives”, já que é narrada em off por Grey que, ao final de cada episódio, dá a “moral do dia” ou amarra todas as histórias em torno do tema desenvolvido.

Por que assistir? ER já cansou e os diálogos e as canções de “Grey’s...” são muito bons. Onde e quando? Sony, quintas, às 21h.

Cristina e Grey: a grávida vadia e a amante piranha

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Daniel Oliveira é jornalista e fã de Grey's Anatomy.
daniel@pilulapop.com.br

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