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Foo Fighters

por Rodrigo Ortega

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A foto do Dave no Rock In Rio...
Ele insistia em deixar o pedestal do microfone vários centímetros abaixo da altura de sua boca, e cantava inclinado em uma posição aparentemente desconfortável. Mascou um chiclete durante todo o show, o que dava fôlego suficiente apenas para explosões em frases curtas. É a imagem mais marcante que guardo de Dave Grohl, botando abaixo o Rock in Rio 2001. Definitivamente um cara peculiar.

Naquele show a banda já estava com sua formação atual: Dave (vocal e guitarra), Nate Mendel (baixo), Taylor Hawkins (bateria) e Chris Shiflett (guitarra). Já passaram também pela banda o baterista William Goldsmith e os guitarristas Franz Stahl e Pat Smear. Eles vieram depois da primeira formação, que foi a seguinte: Dave Grohl (guitarra, baixo, bateria e vocal).

Depois da gravação de Nevermind, do Nirvana, ele registrou algumas canções em uma fita demo, Pocketwatch, que foi a base para a gravação do álbum de estréia, Foo Fighters, em 1995, um ano após a morte de Kurt Cobain. Já que provavelmente não conseguiria tocar ao vivo todos esses instrumentos ao mesmo tempo, Dave chamou para completar a banda Pat Smear, que tocou nos últimos shows do Nirvana, e os ex-integrantes da banda Sunny Day Real State Nate Mendel e William Goldsmith.

Como compositor, Dave mostra ter o mesmo dom de Kurt Cobain de juntar barulho com melodias contagiantes. O primeiro disco foi um sucesso e tirou os Foo Fighters da sombra do Nirvana, assim como os sucessores "The Colour and the Shape" e "There is Nothing Left to Lose", com hits como “Monkey Wrench”, “Everlong”, “Learn to Fly” e “Generator”.

Uma figura marcante nos Foo Fighters é o baterista Taylor Hawkins, que tem um “ex-músico de Alanis Morissette” no currículo, manchando sua fama de mau. Mas quem se destaca mesmo é Dave Grohl. Como se não bastasse os Foo Fighters, ele está sempre envolvido em projetos bacanas, como "Songs for the Deaf" (2002), do Queens of the Stone Age, em que ele tocou bateria. O guitarrista do Queens, Josh Homme retribuiu a ajuda, tocando guitarra na faixa “Razor”, do novo disco dos Foo Fighters, "In Your Honor".

Um segundo show deles no Brasil é bastante esperado. Chegou inclusive a ser marcado, em 2000. Em Belo Horizonte, seria exclusivo para os clientes de uma operadora de celular. Rola a história de que um conhecido nosso, super fã da banda, que compartilha sentimentos anti-corporativos com eles, mandou um e-mail falando sobre o esquema da operadora. Logo depois o show foi cancelado, com desculpas meio desencontradas. Perdemos a chance de ver um show muito bacana por aqui, mas ficamos com um ótimo boato.

...e a foto preta e branca poser.
Discografia
  • Foo Fighters (1995)
  • The Colour and the Shape (1997)
  • There Is Nothing Left to Lose (1999)
  • One by One (2002)
  • In Your Honor (2005)

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