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Capital Inicial

por Braulio Lorentz

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Pose é isso aí...
Em 82 era formada uma banda que não tinha muito capital inicial. E pensar que daí viria o nome da tal banda... Os integrantes vinham de outros conjuntos daquela famosa cena do rock brasiliense: os irmãos Fê (bateria) e Flávio Lemos (baixo), ex-membros do Aborto Elétrico, ao lado de Loro Jones (guitarra), da Blitz 64. Dinho Ouro Preto, depois de ser baixista da banda dado e o reino animal, na qual tocavam Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá, assumiria os vocais do Capital um ano mais tarde.

Após uma série de shows, incluindo os do Circo Voador no Rio de Janeiro, assinaram com uma grande gravadora e lançaram o primeiro disco. O compacto duplo Descendo o Rio Nilo/Leve Desespero é seguido do primeiro LP, que leva o nome da banda, lançado em 86. Ele traz faixas como “Música Urbana”, “Fátima” e a censurada “Veraneio Vascaína”.

Em 87, abrem o show de Sting e lançam o segundo disco. Independência, já com o tecladista Bozzo Barretti, emplaca a faixa-título. Você Não Precisa Entender, Todos os Lados e Eletricidade, mesmo com alguns quase hits, acenam para uma queda nas vendas. Nem a boa versão de “The Passenger”, de Iggy Pop, que se torna “O Passageiro” e apresentações no Hollywood Rock e no Rock in Rio II impedem as debandadas de Bozzo Barretti e Dinho Ouro Preto. Com Murilo Lima em seu lugar, lançam Rua 47, de 94, e Ao Vivo, de 96.

Corte para 2000, ano de um dos acústicos mais bem sucedidos da história. A boa vendagem da coletânea O Melhor do Capital Inicial, de 98, vem acompanhada da volta de Dinho e dos hits do disco Atrás dos Olhos, também de 98. “O Mundo” e “Eu Vou Estar” estouram nas rádios, com direito a clipes na MTV.

Daí surge o convite e o álbum Capital Inicial - Acústico MTV vende mais de meio milhão de cópias e coloca a banda no topo do pop rock nacional. Todas aquelas canções onipresentes em churrascos e rodas de violão estão lá, incluindo as músicas até agora citadas neste DNA e a versão de “Primeiros Erros” de Kiko Zambianchi, que empresta voz e violão para o projeto.

Em 2002, as guitarras voltam e Yves Passarell entra no lugar de Loro Jones. Rosas e Vinho Tinto, de 2002, comprova a boa fase, e Gigante, de 2004, mantém a banda no mesmo rumo. Eles continuam na MTV, nos festivais de rock e nas paradas com canções como “À sua Maneira”, “Mais”, “Quatro Vezes Você” e “Sem Cansar”, sem contarmos as regravações incluídas no Especial Aborto Elétrico, de 2005. Resta esperar o Ao Vivo MTV, se a onda de hits porventura mudar de rumo.

Quatro vezes eles: Acústico, Remix, Ao vivo e Especial
Discografia
  • Especial Aborto Elétrico - 2005
  • Gigante - 2004
  • Rosas e Vinho Tinto - 2002
  • Acústico MTV - 2000
  • Atrás dos Olhos - 1998
  • Remixes - 1998
  • Ao Vivo - 1996
  • Rua 47 - 1995
  • Eletricidade - 1991
  • Todos os Lados - 1990
  • Você não precisa entender - 1988
  • Capital Inicial - 1986

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