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Radiohead

por Rodrigo Ortega

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Thom Yorke creep
Imagine um sujeito que ficou dez anos, de 1993 a 2003, sem escutar nada de rock e nem meia canção pop. Fugiu de qualquer rádio, só assistiu à TV no mudo, não freqüentou festas ou qualquer evento que envolvesse música pop, tapou o ouvido todas as vezes que sentiu o risco de ser atingido pelas famigeradas musiquinhas de três minutos.

Sei lá porque ele faria isso, talvez para purificar o espírito e se dedicar apenas à música erudita russa ou canções folclóricas do Camboja. Enfim, imagine também que a última canção pop que ele escutou, lá em 1993, foi “Creep”, um hit daquele ano, do então desconhecido Radiohead. Provavelmente ele pensou: “Meu Deus, grunges na Ingleterra, onde isso vai parar?”.

Mas não se importou muito com isso, porque o Radiohead, apesar do sucesso de “Creep”, não era digno de muita atenção e respeito entre público e crítica, e também porque ele já estava decidido a largar tudo e começar sua fascinante viagem pela música erudita russa ou canções folclóricas do Camboja.

Até que em 2003, por um motivo desconhecido o sujeito teve curiosidade de saber como estava a tal música pop que ele renegara dez anos atrás. Por sorte, ou azar, ele vai parar num show do Radiohead. O sujeito não entende paçoca do que aconteceu com o grupo e com a música pop. Barulhos indescritíveis, guitarras cheias de efeitos, melodias e dinâmicas complexas, eletronices mil lembram qualquer coisa que não aquela banda de dez anos atrás.

É mais ou menos essa a impressão que passa o Radiohead, ou Thom Yorke, Ed O'Brien, Phil Selway e os irmãos Johnny e Colin Greenwood. E o mais importante não é o fato de que eles se transformaram de Nirvaninha em ETs nesses dez anos. O que importa mesmo é que a banda, nessa transição, deixou para os fãs de rock dois dos álbuns mais influentes do gênero: The Bends (1995) e OK Computer (1997). E a música pop nunca mais foi a mesma. Tanto que cada post de Thom Yorke no site da banda sobre o sucessor de Hail to the Thief (2003) é um acontecimento. A data de lançamento e uma suposta vinda ao Brasil não estão confirmadas. Nas canções ou nas notícias, angústia é a especialidade do Radiohead.

Thom Yorke freak
Discografia:
  • Hail to the Thief – 2003
  • Amnesiac –2001
  • Kid A – 2000
  • OK Computer – 1997
  • The Bends – 1995
  • Pablo Honey – 1993

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