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Sem vergonha

por Daniel Oliveira

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O Pílula Pop adverte: se você é menor de 18 anos, pare de ler esse texto por aqui e vá ler “O chapeuzinho vermelho”, ok?

Dois caubóis mandaram ver em “O segredo de Brokeback mountain”. Gaspar Noé mostrou um estupro de quase 10 minutos sem corte em “Irreversível”. O mexe-mexe de mentirinha mandou um abraço em “9 canções”. Pedro Almodóvar fez de Gael García Bernal uma femme fatale noir, em “A má educação”. Fora de Hollywood (ou Muito, muito distante, como diriam os criadores de Shrek), o sexo não parece ser motivo de muitos pudores.

Na verdade, lá pelos idos dos anos 60, Andy Warhol já filmava menininhos sem muita roupa; e o japonês Nagisa Oshima mostrava sexo explícito em 1976, com seu “Império dos sentidos”. Mas foi só em 1992, com o primeiro “Instinto selvagem”, que sexo passou “oficialmente” a ser considerado parte fundamental de um filme hollywoodiano, com a famosa designação thriller erótico.

O Pílula Pop aproveita a estréia da seqüência da melhor cruzada...ops, filme de Sharon Stone e arrisca uma lista de dez filmes que melhor se encaixam nesse “gênero”, tão adorado por adolescentes cheios de hormônios.

Os primórdios

O último tango em Paris


Maria Schneider e...Deus, antes da manteiga

Com certeza o melhor filme da lista, o longa dirigido por Bernardo Bertolucci em 1972 mostrava o sagrado Marlon Brando, mesmo com uns quilinhos a mais, em um jogo incomum de sedução e violência física e psicológica, com a francesinha Jeanne. Entrou na lista porque tem cenas bens quentes e um dos maiores atores de Hollywood. A gata da vez? Maria Schneider, que não é uma Angelina Jolie, mas é ótima atriz. Cena para não ver com a mamãe? Marlon Brando arruma uma utilidade “alternativa” para a boa e velha manteiga...

Nove e ½ semanas de amor

Kim Basinger é a assistente de uma galeria de arte, que se envolve em uma série de jogos sexuais com um desconhecido, interpretado por Mickey Rourke. Entrou na lista pela criatividade do casal e porque rendeu uma das cenas mais hilárias do Oscar, quando Basinger recebeu a estatueta de coadjuvante por “Los Angeles cidade proibida” e agradeceu à Academia por ter esquecido que ela fez “Nove e ½...”. Eles podem ter esquecido, mas nós não! A gata da vez? Kim Basinger, nos seus longelíneos 33 anos. Cena para não ver com a mamãe? Outra com comida, só que envolve uns morangos e outras frutas que estavam numa geladeira, mas ficam bem quentinhas depois...


Desista, Kim Basinger, nós nunca esqueceremos!

Orquídea selvagem

Olha o Mickey aqui de novo! Antes de seus dias de monstro em “Sin city”, o mocinho aproveitou bastante, e nesse longa de 1990, ele é um suposto milionário que seduz uma advogada no bom e velho de Rio de Janeiro, iniciando uma série de encontros eróticos. Carré Otis, a atriz que interpreta Emily Reed no filme, era namorada de Rourke na época das filmagens. E teve gente dizendo que eles não estavam “atuando” nas cenas mais quentes. O filme teve uma seqüência com o mesmo diretor, Zalman King, mas sem o elenco original e nenhuma relação com o primeiro. Você acha um pack com os dois DVD’s a R$ 9,90 por aí. A gata da vez? Jacqueline Bisset, acompanhada por outra mocinha sem muita roupa, Carré Otis. Cena para não ver com a mamãe? Rourke e Otis, bem...você se pergunta seriamente se aquilo ali é de mentira ou não, sacou?

O tripé de Stone

Instinto selvagem


Sharon sem calcinha 1...

O marco que definiu a expressão thriller erótico mostra Sharon Stone deixando as minas do rei Salomão para trás e provando que não é só um QI acima do normal. A autora Catherine Tramell faz o policial vivido por Michael Douglas (e todo o público masculino) perder o rumo de casa, fácil, fácil. A direção é do holandês Paul Verhoeven, de “Robocop”, que ainda aparece por aqui de novo. A gata da vez? Sharon Stone, linda, loira e sem calcinha. Cena para não ver com a mamãe? Ahn, difícil escolher entre a cruzada de pernas mais famosa do cinema ou a suposta “trepada do século”. Captou a mensagem?

Invasão de privacidade


...Sharon sem calcinha 2...

Spin off sem vergonha e meia boca do longa acima. Stone se muda para um prédio, cujo dono, vivido por William Baldwin, monitora todos os apartamentos e cômodos numa espécie de Big Brother pessoal. Além de traçar todas as moradoras – inclusive ela. O diretor Philip Noyce fez um filme até bacana recentemente, e sem sacanagem, “O americano tranqüilo”. A gata da vez? Stone de novo, linda, loira e não fazendo muita questão de calcinha também. Cena para não ver com a mamãe? Lá pela metade do longa, Baldwin pega Stone...desprevenida.

O especialista


...isso pode ser considerado uma calcinha?

Sylvester Stallone relembra seus dias de garanhão pornô, como um especialista em bombas contratado por uma suspeita Sharon Stone. São quase duas horas (!) de uma trama que é pura desculpa para os dois astros transbordarem química sexual, fechando três anos seguidos de sexo para Stone, em 1994. A direção é de Luis Llosa, que anos mais tarde nos presentearia com “Anaconda”. A gata da vez? Ok, nesse, ela não fica sem calcinha, quer dizer, a gente acha que não. Cena para não ver com a mamãe? A energia elétrica estava cara, então Stone e Stallone tomam banho juntos.

Garotas – roupa + falta de vergonha =

Corpo em evidência

Madonna cometeu esse despropósito em 1993, cujo roteiro é uma cópia fajuta e vergonhosa de “Instinto selvagem”. Ela é uma mulher suspeita de ter matado um homem com quem fez sexo, para herdar seus milhões. A moça é “investigada” por um detetive interpretado por Willem Dafoe. Só faz sentido se lembrarmos que essa era a fase “Erotica” da cantora e ela estava, literalmente, fazendo o que queria. A direção é de Uli Edel (ahn?). A gata da vez? Madonna, sem cabala, sem polainas e sem rebolar na boquinha do microsystem (sem muita roupa, também). Cena para não ver com a mamãe? Madonna e Dafoe não agüentam esperar muito e fazem ali, no estacionamento, mesmo.

Showgirls


Sentiu a bagaça?

Essa piada do mesmo Paul Verhoeven de “Instinto selvagem” queria ser a história de uma dançarina recém-chegada em Las Vegas, lutando seu caminho “rumo ao topo”. Tá, vamos fazer de conta que alguém leu o roteiro aqui (se é que ele realmente existiu), e que o filme não é uma desculpa para um striptease a cada cinco minutos. Para não dizer que não foi reconhecido, “Showgirls” foi solenemente escolhido o pior filme da década no Prêmio Framboesa de ouro especial, em 2000. Ganhou sete prêmios quando concorreu originalmente, em 1996. A gata da vez? Elizabeth Berkeley, Gina Gershon, Gina Ravera e mais metade do elenco…Cena para não ver com a mamãe? Ah...do primeiro ao último minuto.

Striptease


Demi Moore antes de ser punk‘d

Demi Moore pode ser considerada uma injustiçada na nossa lista. Mas aqui na redação, a gente decidiu que “Proposta indecente” e “Assédio sexual” não dizem muito a que vieram. E os dois acabaram ficando de fora. Mas “Striptease” merece seu lugar, como a história de uma mulher que usa uma flexibilidade inacreditável de pernas para sustentar seu filho. Fora os peep shows de Moore, o resto do longa e nada são a mesma coisa. A gata da vez? Demi Moore, linda, morena e muito flexível. Cena para não ver com a mamãe? A atriz dá uma bela amostra de seu ofício a um embasbacado Burt Reynolds.

Garotas selvagens


Aquela menina do Pânico e...Denise Richards...

Último, mas não menos sem-vergonha, esse longa de 1998 é um mix inflacionado de reviravoltas, com um elenco jovem, pero no mucho. Kevin Bacon e Matt Dillon já batiam nos quarenta e tentaram agüentar o pique de Neve Campbell (num breve hype pós-Pânico) e da belíssima Denise Richards, como uma dupla de estudantes dispostas a se dar bem a qualquer preço. Por volta da terceira de umas cinco reviravoltas, o filme perde qualquer respeito com a verossimilhança. Melhor para os personagens que se divertem no esquema eu-com-você, você-com-ele, você-com-eles, eu-com-ele, nós-todos-juntos... A gata da vez? São duas, e uma delas é a Denise Richards...Cena para não ver com a mamãe? Campbell e Richards estão se divertindo, daí o Matt Dillon chega...

ESPIE AQUI mais cenas pop-picantes do Pílula. UUUHH!.

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