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Piquenique com Érika

Lançamento do CD de Érika Machado, No Cimento – 12/07/06

por Braulio Lorentz

Fotos: Mariana Marques

Era o lançamento do “primeiro disquinho”, palavras de Érika, “de verdade”, definição do produtor John Ulhoa. O piquenique no quintal da vovó da cantora foi realizado em uma manhã de julho em que os jornalistas, amigos e familiares presentes ficaram muito mais na grama do que no cimento.

Ao chegar ao endereço combinado, quem nos recebe é a avó de Érika, que se chama Maria Aparecida, mas tem carinha de Vó Cida. Ao descer as escadas e pisar no gramado do quintal a primeira Érika que avistamos e registramos não é de carne e osso.


Érika de pano

O boneco de pano é mais uma obra de Juliana Mafra, amiga e parceira de outras empreitadas. A história de Érika em fabriquinhas e galerias é irmã da trajetória em palcos e estúdios: “Quando eu penso em músicas e artes plásticas, não consigo separar as coisas. Eu acho que cantar, desenhar, cantar e tocar é tudo forma de chegar em uma idéia”.

As muitas idéias são expostas desde o primeiro EP, conhecido como o Disco do Baratinho. “Ele é um disco 'caseirão'. É um objeto. Ele não faz parte deste universo da música, porque ele não pôde ser tocado no rádio e não pôde ser vendido em loja”, explica.


Amigos, família, jornalistas, grama, artes e música...

Se o EP de estréia pode ser considerado caseiro, o lançamento do primeiro disco é mais caseiro ainda: “Em vez de show de lançamento, fizemos um piquenique mesmo. No quintal da vovó eu poderia contar mais do meu trabalho e eu achei que iria ser bem mais divertido”.

A avó cuida da recepção e o avô tira fotos da imprensa com bastante empenho e orgulho. “Antes ela era neta do Abílio, agora eu sou avô da Érika”, brinca, antes de registrar com sua câmera digital o trabalho de um cinegrafista da Rede Minas. “Você está filmando o acontecimento e eu vou fotografar você. Agora tire a câmera, porque eu quero ver sua cara para tirar a foto”, pede o Vovô. “Olha pra câmera”, pede de novo.


O avô de Érika em ação

Érika não precisa ver a dedicação de seu avô fotógrafo para comentar sobre o apoio dos donos do quintal de seu piquenique-lançamento: “Meu avô é a coisa mais linda que existe no mundo. Ele é um cara que me ensinou muitas coisas. E muitas coisas que eu gosto é por influência dele”.

As coisas que o Sr. Abílio gostava são, de certa forma, as coisas que Érika Machado canta. Aquelas mesmas coisas que a gente ouve da neta do Abílio: “Girafa, amor, avião” e por aí vai.

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