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Final do Festival Microfonia – Circo Maluco Beleza, Recife, 13/10/06

A primeira faz tchan! A segunda faz... hã?

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por Marcela Gonzáles

Fotos: Ricardo Bicudo/Divulgação

A AESO (Faculdades Integradas Barros Melo) teve a idéia de colocar em prática o Microfonia, festival de bandas universitárias que premia uma banda com a gravação de um disco e uma vaga no Abril Pro Rock.


Esquerda

No ano de estréia, 2004, a final teve a apresentação da dupla Mombojó e Los Hermanos, que levou os pernambucanos ao delírio. Para 2006, correu o boato de que o nome da vez seria o Foo Fighters. Isso sim é delírio! Depois, disseram que o trabalho ficaria por conta de Volver, Cachorro Grande e Pato Fu. De última hora os patos não fecharam contrato. Sobraram as outras duas. Não pela qualidade das bandas, mas pelo excesso de pé no chão, as expectativas já não eram as mesmas.

A abertura desta edição ficou por conta das finalistas: Johnny Hooker, uma espécie de glam-eletronic-fashion-band que conseguiu levantar o público – que não lotou o Circo Maluco Beleza, diga-se de passagem – e impressionou com a cover de “Smack My Bitch Up”, do Prodigy. As músicas próprias também eram boas. Esses meninos prometem. A segunda banda a se apresentar foi a Sweet Fanny Adams. Nome, repertório e a cover (do Dirty Pretty Things) são de banda indie de sucesso, mas o visual feioso é à la Grease – Nos Tempos da Brilhantina. Indie que é indie não usa jaqueta de couro, oras... Mas ok, os caras mandaram bem e já estão preparando turnê no Sudeste.


Direita

A terceira banda foi a Monomotores (foto acima): a única finalista que tocou suas músicas em português. Chamou mais a atenção dos jurados provavelmente por isso, além de ter uma fiel legião de seguidores que se matavam na frente do palco. A última a se apresentar foi a Fiddy, que trouxe um hardcore com pinta de Slipknot, com direito a máscaras de Jason (Sexta-feira 13), versão de “A Pipa do Vovô” de Sílvio Santos e muitas cabeças balançando. Chinfra de sobra.

Depois da apresentação das finalistas, foi a vez do melhor do festival: Volver e Cachorro Grande. A Volver iniciou com o hit “Vc Q Pediu”. Os pernambucanos embalaram a platéia com várias inéditas, entre elas a ótima “Tão Perto, Tão Certo”. Os rapazes fecharam com uma ótima cover de Renato e Seus Blue Caps, banda da jovem guarda que é uma brasa, mora?


Volver

Na seqüência, a Cachorro Grande trouxe hits como “Desentoa”, “Hey Amigo!” e “Você Não Sabe o Que Perdeu”. Os gaúchos fizeram o público cantar bem alto e dançar de rostinho colado em “Sinceramente”. Na hora de “Vai T Q Da”, esgotaram a cota de experimentalismos da noite inteira: esfriaram o público com improvisos instrumentais de quase meia hora. Pelo menos foi o que pareceu, tamanha a chatice que estava. Mas conseguiram se redimir com “Sexperienced” e ficou tudo bem.

Depois da Cachorro Grande, chegou a hora do resultado. A grande vencedora foi a Monomotores, que ganhou a gravação de seu disco e uma vaguinha garantida na 15ª Edição do Abril Pro Rock. A impressão que ficou é que se a primeira fez “tchan!” e a segunda fez “hã?”, o público espera e torce muito para que a terceira edição do Microfonia faça “tchan-tchan-tchan-tchan”.

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