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Aquecimento Homem-Aranha 3

Darth Spider: O lado negro do Aranha

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edição: Daniel Oliveira

Dose dupla

Mais um título-clichê que veio a calhar. O post hoje atrasou e resolvi entrar com dois textos juntos - previstos para quarta e quinta-feira: a resenha dos dois primeiros filmes do Aranha. O título calhou (?) porque me fez pensar em algo bem característico do Cabeça-de-teia: ele nunca primou pelo trabalho em dupla. É fato que ele já trabalhou em grupo - hoje em dia, por exemplo, está nos Vingadores - mas nunca ficou marcado por uma parceria específica.

Superman já trabalhou (e saiu no tapa) com o Batman que, por sua vez, tem sua conhecida relação com o Robin. Mas o Aranha sempre foi o nerd que teve que resolver seus (nada fáceis) problemas sozinho. É muito peculiar ao personagem essa solidão do adolescente outsider, do aluno do laboratório de Ciências, que lida com o amadurecimento aos trancos e barrancos - sonhando com a garota bonita do colégio e tentando entender as transformações no corpo. O que tem todo um sentido pitoresco no caso dele. E diz muito dele ter que fazer isso meio que sozinho, descobrindo por si mesmo e tomando as decisões que formarão seu caráter.

São essas pequenas sutilezas e humanidades do personagem que Sam Raimi capturou quase que com perfeição em seus filmes. E acredito que são, também, um dos principais fatores de identificação e sucesso dos dois longas. Nosso colaborador (pratcamente um redator da casa) Igor Costoli revisitou o primeiro filme e este que vos escreve ficou com o segundo. É bom dar uma lembrada para se preparar para sexta-feira. Porque, agora, é só lá que nós nos encontramos - já com a resenha da terceira aventura do Aranha na telona. Tá chegando...até lá.

Homem-aranha

Homem-aranha 2

O homem por trás da máscara

Desculpe pelo enorme clichê que é o título de hoje, mas nada como a funcionalidade: ele vai direto ao ponto. O assunto é exatamente esse: é impressionante como o fato de um sujeito de carne e osso encarnar um personagem nem um pouco real tem uma impressão perpétua em nosso repertório visual (falei bonito, ein?). É simples assim: lembrar o Superman é pensar logo em Christopher Reeve (e grande parte do problema da reverência feita por Bryan Singer ano passado é que, não importa quão bom Brandon Routh seja, ele está simplesmente copiando o original).

Da mesma forma que lembrar Wolverine é fechar os olhos e ver Hugh Jackman. E Christian Bale está caminhando pelo mesmo caminho com sua construção do Batman. Tudo isso para dizer que nosso assunto hoje é Tobey Maguire, o nerd mais pop da história do cinema. Ninguém foi capaz de fazer um loser identificável a tal ponto que a gente não simplesmente ri, mas quer ser ele. Seria impossível a Mary Jane não se apaixonar por Peter. É verdade que tenho boas lembranças dos Peter Parker's dos quadrinhos - e até do desenho animado que passava na Globo de manhã na minha infância. Mas desde 2002, pensar no Homem-aranha é lembrar Tobey Maguire correndo desesperado atrás do ônibus da escola no primeiro filme. Ou deixando o molho do cachorro-quente cair no segundo.

E o mais legal é isso: com tanto CGI em jogo, as imagens que ficam na mente são aquelas em que o ator dispensa qualquer efeito especial e cativa o público. Nossa colaboradora Marcelinha Gonzáles descobriu que Maguire é um Tobias Vicente, que ele é melhor amigo de um tal Leo e que o cara mora em uma mansão de US$ 3,5 milhões. A moça não brinca em serviço. Confira aí e até amanhã.

DNA Tobey Maguire

Espantoso, espetacular, ameba, loser

O Homem-Aranha vai abraçar o lado negro da Força. Sério: com 40 anos nos quadrinhos, cinco no cinema, milhões de revistas vendidas e bilhões de dólares em ingressos, o cara resolveu ficar rebelde e fazer um monte de merda. Não que ele nunca tenha feito: Peter Parker sempre foi uma produtor de burradas ambulante. Ele foi picado por uma aranha geneticamente modificada (radioativa, whatever) pra começar.

Enfim, ele vai usar o uniforme negro. E vai se engraçar com a Gwen Stacy. E fazer a Mary Jane sofrer. E lutar contra seu melhor amigo. E vai perder a inocência. Não se admire se no meio do filme, ele soltar: “Anakin, I'm your son”. E talvez seja bom para ele. E para nós. Admitamos: quanto mais merda, mais drama, mais sofrimento, melhor a gente acha. Aquela história toda do “grandes poderes trazem grandes responsabilidades...” - o lance é que já é o terceiro filme. A lógica seria aumentar as responsabilidades. Mas por que não aumentar (ou trazer à tona) as irresponsabilidades? Paro por aqui, o show não é meu. Temos até a sexta-feira para jogar conversa fora. Confira um pouco da história do Cabeça-de-teia nos quadrinhos aí embaixo. Até amanhã.

O Homem-aranha subiu pela parede

por Thiago Vetromille

Desde 1962, Peter Parker teve que suar muito seu colant para se estabelecer como super herói. De adolescente problemático a membro dos Vingadores, o cara enfrentou muita chuva e várias quedas.

A criatividade de Stan Lee nos presenteou com alguns dos maiores heróis do mundo. Hulk, Quarteto Fantástico, X-men e o Homem-Aranha são apenas alguns exemplos que foram transpostos para a tela grande. Junto a Joe Simon, Jack Kirby e Steve Dikto, ele estruturou a empresa líder do mercado mundial de quadrinhos: a Marvel comics.


O Aranha começou espantoso...

Voltando ao Aranha, em 1962, Stan Lee teve permissão de Martin Goodman, famoso editor da época, para criar um personagem com que os adolescentes pudessem se relacionar. Lee conta que, vendo um mosquito subir a parede do seu estúdio, teve a inspiração para fazer o personagem: O espetacular Mosquito-man.

Ao conversar com seu desenhista e parceiro, Jack Kirby, a idéia do personagem foi (ainda bem) levemente modificada, se tornando o Aranha que todos conhecemos. Mas nem tudo é perfeito no mundo dos quadrinhos e Stan Lee não ficou satisfeito com a imagem-conceito do personagem feita por Kirby. Segundo as palavras do próprio, ele era muito ‘heróico’.

Entra em ação Steve Dikto. Não tão familiarizado com o gênero de super-heróis, Dikto criou a aparência definitiva do Amigão da vizinhança, seu uniforme e o disparador de teias, que antes era um revólver. O personagem tímido e nerd, que tinha medo de ser rejeitado, foi publicado pela primeira vez no número 15 da revista Amazing Fantasy.


Já foi espetacular...

Em março de 1963, Martin Goodman deu ao Aranha sua própria revista, The Amazing Spider-man que, em menos de um ano, se tornou a líder de vendas da Marvel. Nos anos 70, começaram a aparecer as séries paralelas do Homem-aranha como Marvel Team-up e Peter Parker, The Spectacular Spider-man.

Na década de 80, a indústria dos quadrinhos passou por uma fase em que os heróis foram revisados, transformados em figuras humanas mais verossímeis, com defeitos como qualquer um. Apesar do Homem-aranha ter se tornado popular por ser um super-herói com problemas comuns, essa onda também o atingiu. O resultado foi Venom, um dos inimigos enfrentados pelo Cabeça-de-teia no filme Homem-aranha 3, com estréia mundial na próxima sexta-feira, 4 de maio.


Mas acabou como uma ameba intergaláctica...

A origem de Venom é complicada: resumindo, ele é a fusão de um hospedeiro humano com um simbionte alienígena, trazido para a Terra pelo próprio Aranha quando estava no mundo criado por Beyonder na mini-série Guerras Secretas. O hospedeiro do primeiro, e mais famoso, Venom é Eddie Brock, interpretado no filme por Topher Grace, aquele do “That 70’s show”, para quem não sabia.

Enquanto estava usando o Aranha como hospedeiro, o simbionte Venom o fez olhar para sua raiva interior e sua capacidade de matar. Isso tirou do Peter Parker aquele ar de rapaz inocente que ele sempre carregou e o trouxe de volta ao gosto dos adolescentes e antigos fãs do herói. O simbionte já passou por mais três hospedeiros e hoje em dia parasita Mac Gargan, o Escorpião.


E, claro, se deu mal como sempre.

Atualmente, Peter revelou sua identidade para o público por efeito dos acontecimentos da série Civil War (ainda não publicada no Brasil) e trabalha nos Vingadores.

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