Busca

»»

Cadastro



»» enviar

Overdose Oscar 2009

Boxe de surpresas

por Daniel Oliveira

receite essa matéria para um amigo

Então: o Oscar neste ano caiu no domingo de Carnaval. Isso significa que você vai estar lá na folia, pulando, cantando marchinhas ou póparacompóaê, suando bicas e vestindo roupas de caráter questionável, enquanto astros e estrelas caminham pelo tapete vermelho com seus figurinos milionários rumo à entrega de um monte de prêmios que a maioria já sabe quem vai ganhar.

Ou seja: muito provavelmente você não vai estar nem aí para o Oscar do próximo domingo.

Mas o Pílula Pop vai. Como todo bom reclamão, a gente gosta do carequinha (você já deve ter percebido isso por agora). Gostamos de sentar no café, ou no buteco, e falar de quem vai ser indicado, quem deveria, das injustiças dos anos anteriores, de prever azarões. De dizer que está tudo errado com o Oscar e é exatamente por isso que a gente não consegue não ver.

Nós achamos divertido...O que nos leva a essa bobagem favorita que a gente faz aqui todo ano para te incentivar a juntar os amigos e assistir à cerimônia. Comentamos um pouco dos candidatos, traçamos estratégias, perfilamos favoritos. Em 2009, não vai ser muito diferente.

Mas meio que vai. O lance é o seguinte: várias categorias já estão, sim, definidas. Heath Ledger VAI ganhar o prêmio de melhor ator coadjuvante, enquanto todos esconderão a lágrima solitária escorrendo no canto do olho. Assim como Penélope Cruz também VAI receber a estatueta de melhor atriz coadjuvante do Javier Bardém, no momento mais hot-latino-sexxxyback-beijo- caliente-no-palco da história do Oscar. E “WALL-E” VAI ser escolhida a melhor animação, sob o perigo de o mundo deixar de fazer sentido e ficar magnetizado como a ilha de “Lost” caso isso não aconteça.

Para quê assistir, então? Porque alguns embates ainda estão só no primeiro round – e vai ser muito legal ver quem sai vitorioso do ringue. E são os cinco mais interessantes deles que você confere aí embaixo até sexta-feira.

1ª luta – Roteiro original

por

Fotos: Divulgação


De um lado do ringue: Dustin Lance Black, por “Milk – a voz da igualdade”

Ficha técnica: 35 anos, ex-mórmon, 1m80, 80 kg, peso-pena longilíneo e esguio*

Histórico de lutas: é roteirista da série “Amor imenso”, da HBO, e “Milk” é seu terceiro longa-metragem

Golpe certeiro: seu gancho de esquerda é a atualidade. Apesar de ser a história de um político gay dos anos 70, “Milk” estreou logo após o banimento do casamento entre homossexuais na Califórnia pela Proposition 8.

Calcanhar de Aquiles: cinebiografia, um gênero com a guarda baixa atualmente. E quão original é um roteiro que conta a vida de uma pessoa que realmente existiu?

Trajetória no campeonato 2009: Indicado a melhor roteirista por: Bafta, Críticos de televisão norte-americanos, Associação de Críticos de Chicago, Independent Spirit Awards, Associação de Críticos Online e Sattelite Award. Melhor roteirista segundo: Hollywood Film Festival, Associações de Críticos de Boston, de São Francisco e do Sul dos EUA e vencedor do prêmio do Sindicato dos Roteiristas (WGA).

Defende o cinturão: “Milk” é sua primeira indicação ao Oscar.

Nocaute: “- A sociedade não existe sem a família.

- Nós não somos contra a família.

- Dois homens podem reproduzir?

- Não, mas Deus sabe que a gente não para de tentar...”


Do outro lado: Andrew Stanton, Pete Docter e Jim Reardon, por “WALL-E”

Ficha técnica: Andrew Stanton: 43 anos, 1m88, 95 kg, peso meio-leve*, força e golpes pesados, movimentando-se pelo ringue com passos de dança de musicais.

Histórico de lutas: roteirista e diretor de “Procurando Nemo” e “Vida de inseto”, além de participação em roteiros de vários longas da Pixar.

Golpe certeiro: seu direto de direita é a compensação. “WALL-E” não foi indicado ao Oscar de melhor filme, como muitos achavam ser justo, então dar o prêmio de roteiro seria uma forma de compensar um dos grandes filmes de 2008.

Calcanhar de Aquiles: é uma animação. Sem muitos diálogos. Conseguirá a Academia superar seus preconceitos e enxergar a obra-prima por trás dos computadores?

Trajetória no campeonato 2009: São muitos prêmios. No que diz respeito aos roteiristas: indicado a melhor roteiro original pela Associação de Críticos Online. Venceu o prêmio de roteiro: pelas Associações de Críticos de Ohio e de Chicago.

Defende o cinturão: Andrew Stanton já foi indicado ao Oscar de roteiro original por “Toy Story” e “Procurando Nemo”, além de ter recebido a estatueta de melhor animação por este último.

Nocaute: “- WALL-EEEEEE.....

- EVAAAAAAAA.....”

Dois robôs dançam espaço sideral afora, à la Fred Astaire e Ginger Rogers. Mágico.


Quem ganha? Uhn. Difícil. A gente ama “WALL-E” e acha que ele merecia ganhar todos os prêmios do mundo. Mas o vencedor do Sindicato é sempre a aposta mais segura: “Milk” deve vencer no décimo segundo round, por pontos.

Quem perdeu antes mesmo de entrar no ringue? A ausência do ótimo “O casamento de Rachel” entre os indicados a roteiro original é daquelas vergonhas do Oscar que não tem explicação. A direção de Jonathan Demme é ótima, o elenco também, mas nada disso existiria sem os diálogos ácidos e a família crível do roteiro de Jennifer Lumet. Shame on you.

* Dados cientificamente não-comprovados.

2ª luta – Atriz

por

Fotos: Divulgação


Acham que eu exagero quando ganho? Se não ganhar, vou chorar tanto que vocês vão me dar o Oscar de dó...

De um lado do ringue: Kate Winslet, como a Hanna Schmitz de “O leitor”.

Ficha técnica: 33 anos, 1m69, 70 kg, peso leve, alia peso e força à juventude

Histórico de lutas: 26 filmes, um álbum vencedor do Grammy e uma participação antológica em “Extras”.

Golpe certeiro: seu cruzado no (lado esquerdo do) peito é o conjunto da obra – e das indicações. Winslet é a atriz mais jovem com seis indicações ao Oscar. E nunca ganhou.

Calcanhar de Aquiles: a falta de gingado do filme, que não foi muito bem recebido pela crítica, repete um tema batido no Oscar, o holocausto, e ganhou certa antipatia ao tirar a indicação de “O cavaleiro das trevas” a melhor longa.

Trajetória no campeonato 2009: Indicada a melhor atriz por: Círculo de Críticos de Londres (venceu por “Foi apenas um sonho”), Sattelite Awards e Sociedade de Críticos Online. Melhor atriz coadjuvante segundo: Associações de críticos televisivos e de Chicago, Globo de Ouro e Sindicato dos Atores (SAG). Melhor atriz segundo: Sociedades de críticos de Las Vegas e San Diego, Bafta e Globo de Ouro.

Defende o cinturão: “O leitor” completa sua sexta indicação ao Oscar sem nunca ter ganhado antes.

Nocaute: “Não importa o que eu penso. Não importa o que eu sinto. Os mortos continuam mortos.”


Streep é daquelas que aposta no poder da fé.

Do outro lado: Meryl Streep, como a Irmã Aloysius de “Dúvida”.

Ficha técnica: 59 anos, 1m68, 82 kg, peso meio-leve, experiência, técnica e golpes certeiros.

Histórico de lutas: 51 filmes, incluindo dois dos maiores sucessos entre o público feminino nos últimos anos.

Golpe certeiro: seu direto no maxilar (que cai) é o peso do próprio nome. Streep é simplesmente a recordista de indicações ao Oscar, realizando composições técnicas perfeitas aliadas a uma escolha criteriosa de projetos. Recentemente, ela ainda passou a ser quase sinônimo de sucesso de bilheteria. Não ganha uma estatueta há 16 anos.

Calcanhar de Aquiles: o peso do cinturão. Ela já ganhou duas vezes e sua excelência quase constante pode gerar uma anestesia auto-anuladora.

Trajetória no campeonato 2009: Indicada por: Bafta, Globo de Ouro, Associação de Críticos de Chicago, Sattelite Awards e Círculo de críticos de Londres. Melhor atriz segundo: Associações de críticos televisivos e de Washington, Câmera de Ouro (Alemanha), Círculo de críticos de Kansas e Sindicato dos Atores (SAG).

Defende o cinturão: Já foi indicada 15 vezes, vencendo como melhor atriz por “A escolha de Sofia”, em 1983, e coadjuvante por “Kramer vs. Kramer”, em 1980.

Nocaute: Padre Flynn: “Eu posso lutar contra você.”

Irmã Aloysius: “Você vai perder.”


Quem ganha? Essa luta vai ser boa. E é praticamente imprevisível. Winslet está numa onda vencedora, além de ser a Miss Simpatia do ano. Mas Meryl Streep não ganha há muito tempo, o papel dela é bem maior que o da concorrente, num filme centrado nos atores, e de quebra ganhou como melhor atriz no Sindicato. Mas a gente ainda aposta no nocaute da vontade de ganhar de Winslet.

Quem perdeu antes mesmo de entrar no ringue? Não indicar Sally Hawkins por “Simplesmente feliz”? Sério? A moça ganhou nada menos que oito prêmios de melhor atriz pelo papel, bem mais que as duas acima. Mas não adianta: comédia não tem chance com o Oscar mesmo.

3ª luta – Ator

por

Fotos: Divulgação


De um lado do ringue: Sean Penn, como o Harvey Milk de “Milk – a voz da igualdade”.

Ficha técnica: 48 anos, 1m75, 78 kg, peso meio-pena, experiência, técnica apurada e respeito dos adversários

Histórico de lutas: 41 filmes como ator + quatro como diretor.

Golpe certeiro: o gingado gracioso e desconcertante de Harvey Milk pelo ringue é potencializado pelo respeito de Penn em Hollywood e pelas correlações que o personagem guarda com Barack Obama.

Calcanhar de Aquiles: Milk era gay, era polêmico e a Academia é cheia de velhos conservadores. O fato de Penn ser über-liberal e língua solta não ajuda muito.

Trajetória no campeonato 2009: Indicado por: Bafta, Associações de críticos de Chicago e Online, Globo de Ouro, Independent Spirit Awards, Círculo de críticos de Londres e Sattelite Awards. Melhor ator segundo: Sociedades de críticos de Boston e de Phoenix, Associações de críticos televisivos, do Sul dos EUA e de Los Angeles, Círculos de críticos de Nova Iorque e de São Francisco, Festival Internacional de Palm Springs e Sindicato dos Atores (SAG).

Defende o cinturão: “Milk” é sua quinta indicação ao Oscar. Venceu uma única vez como melhor ator por “Sobre meninos e lobos”, em 2004.

Nocaute: “Um homossexual com poder...uhn, isso é assustador.”


Do outro lado: Mickey Rourke, como o Randy “the Ram” Robinson de “O lutador”.

Ficha técnica: 56 anos, 1m80, 98 kg, peso meio-pesado, fator surpresa, presença assustadora e grande capacidade de recuperação.

Histórico de lutas: 56 filmes, uma carreira como boxeador e um rosto destruído.

Golpe certeiro: seu gancho indefensável é a volta por cima. Ninguém dava nada por Mickey Rourke até ele estrelar um filme vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza e fazer todos se emocionarem com um personagem que é...ele, com coração.

Calcanhar de Aquiles: O personagem é...ele, com coração. Isso é interpretar? E Rourke faz muita bobagem, como convidar um atleta de verdade para uma luta (livre) de verdade no ringue.

Trajetória no campeonato 2009: Indicado por: Associação de críticos televisivos, Independent Spirit Awards, Sociedade de críticos Online, Sattelite Awards e Sindicato dos Atores (SAG). Melhor ator segundo: Bafta, Sociedades de críticos de Boston, de São Francisco e de San Diego, Associações dos críticos de Toronto, Washington, Ohio e de Chicago, Círculos dos críticos da Florida, do Kansas e de Londres e Globo de Ouro.

Defende o cinturão: Após 30 anos de carreira, “O lutador” é sua primeira indicação ao Oscar.

Nocaute: “Eu sou um pedaço estragado de carne velha e mereço ficar sozinho. Eu só não quero que você me odeie.”

Quem ganha? Duelo de gigantes. Qualquer um dos dois que vencer não será surpresa. Mas a gente acredita no poder da vergonha dos californianos (maioria da Academia) pela Proposition 8 e na capacidade de Mickey Rourke de foder com o próprio favoritismo. Ficamos com o Sindicato: Sean Penn, no décimo segundo round, por nocaute técnico.

Quem perdeu antes mesmo de entrar no ringue? Indicar a cara photoshopada de Brad Pitt em “Benjamin Button”, mas não as emoções cruas e a vulnerabilidade de Leonardo DiCaprio em “Foi apenas um sonho”? Clássico caso em que a Academia se empolga demais com um filme e indica tudo dele, sem enxergar os méritos dos outros. Conta tudo pro Scorsese, DiCaprio!

4ª luta – Diretor

por

Fotos: Divulgação


Aquilo ali é o Taj Mahal?

De um lado do ringue: Danny Boyle, por “Quem quer ser um milionário?”

Ficha técnica: 52 anos, 1m68, 65 kg, peso super-pena, agilidade, sorte e o gingado indiano

Histórico de lutas: Nove filmes, dentre eles um cult dos anos 90 e uma bomba com o DiCaprio.

Golpe certeiro: é inteligente a ponto de aliar a rapidez da edição dos filmes de favela brasileiros (Cidade de Deus) ao soco visual no meio das fuças que é o colorido de Bollywood.

Calcanhar de Aquiles: Isso aí em cima...não é...meio que...uhn...copiar?.

Trajetória no campeonato 2009: Indicado por: Sociedade dos críticos Online. Melhor diretor segundo: Bafta, British Independent Film Awards, Associações dos críticos televisivos, de Ohio, de Chicago, do Sul dos EUA e de Los Angeles, Círculo dos críticos da Florida, Globo de Ouro, Sociedade dos críticos de Phoenix, Sattelite Awards e Sindicato dos Diretores (DGA).

Defende o cinturão: “Quem quer ser um milionário” é sua primeira indicação ao Oscar. Ever.

Nocaute: “The chaiwalah has done it again!”


Criador e criatura.

Do outro lado: David Fincher, por “O curioso caso de Benjamin Button”.

Ficha técnica: 46 anos, 1m84, 102 kg, peso meio-pesado, técnica apurada, calculismo e perfeição obsessiva.

Histórico de lutas: Sete filmes, um cult do (final dos) anos 90 e...não, nenhuma bomba com o DiCaprio.

Golpe certeiro: cada golpe é friamente calculado, planejado e executado. E ele tem a ajuda de um monte de computadores pra isso.

Calcanhar de Aquiles: Ele tem a ajuda de um monte de computadores pra isso. E tem um hábito questionável de esmurrar pessoas que falaram mal de seu filme. E aquela história do Benjamin Button e Forrest Gump...não tem muito a ver com ele. Mas também não ajudou muito.

Trajetória no campeonato 2009: Indicado por: Bafta, Associações de críticos televisivos e de Chicago. Sindicato dos Diretores, Globo de Ouro e Sociedade de críticos Online. Melhor diretor segundo: National Board of Review.

Defende o cinturão: Também é sua primeira indicação.

Nocaute: “Eu já te contei que fui atingido por raios sete vezes?”

Quem ganha? Mesmo com a Gump-polêmica toda, “Benjamin Button” ainda tem tudo que a Academia gosta de premiar e há boas chances de ele sair com um prêmio grande no domingo. Mas Danny Boyle ganhou praticamente tudo até agora. Apostamos que o inglês de “Trainspotting” deixe o adversário exausto lá pelo terceiro round e... nocaute.

Quem perdeu antes mesmo de entrar no ringue? A volta do Mickey Rourke foi a história da temporada e tal, mas...Darren Aronofsky, alguém? Aquele filme e aquela performance não se materializaram sozinhos. Havia um grande diretor, muito consciente e competente, ali atrás. E todo mundo parece ter se esquecido dele.

5ª luta – Filme

por

Fotos: Divulgação


De um lado do ringue: “Quem quer ser um milionário?”

Ficha técnica: Kickboxer indiano com marra de lutador inglês, agilidade e resistência, força e elegância.

Histórico de lutas: quase foi lançado direto em DVD antes da exibição que o aclamou no Festival de Toronto. Sério.

Golpe certeiro: coração. Cruzado na boca do estômago, ao mesmo tempo em que está de olho na conquista da simpatia do adversário.

Calcanhar de Aquiles: algumas partes não são em inglês, o que significa legendas. O que significa preguiça de norte-americano. Faz trocentes anos que a Academia não premia um filme sem indicação nas categorias de atuação. E é tão favorito, mas tão favorito, mas tão favorito...que chega a ser perigoso.

Trajetória no campeonato 2009: Indicado por: Associação de críticos de Chicago, Image Awards e Sociedade de críticos Online. Melhor filme segundo (respire fundo): Sindicatos dos Editores, Fotógrafos, Produtores, Atores e Diretores, Festival de cinema de Austin, Bafta, Sociedades de críticos de Boston e Phoenix, British Independent Film Awards, Associações de críticos televisivos e de Los Angeles, National Board of Review, Festival internacional de Chicago, Círculos de críticos da Florida e do Kansas, Globo de Ouro, Sattelite Awards, Festival internacional de St. Louis e Festival internacional de Toronto.

Defende o cinturão: Defende isso tudo aí em cima. E a reputação de Bollywood.

Nocaute: “JAI HO!”


Do outro lado: “Milk - a voz da igualdade”

Ficha técnica: Discurso afinado, golpes bem aplicados, momento exato de entrar no campeonato. Resumindo: come-quieto sem alarde com tudo pra ganhar.

Histórico de lutas: Milk já derrubou uma proposição 30 anos atrás e perdeu uma há quatro meses.

Golpe certeiro: reparação. Conceder a vitória a “Milk”, mesmo que por pontos e nos 45 do segundo tempo, é a forma dos californianos (a maioria da Academia) pedirem desculpa pela Proposition 8. E por terem se acovardado diante de “O segredo de Brokeback Mountain”. Lembra-se de “Crash”?

Calcanhar de Aquiles: Milk é o Davi lutando contra Golias. De novo.

Trajetória no campeonato 2009: Indicado por: Sindicatos dos Editores, Diretores de Arte, Figurinistas, Atores, Produtores e Diretores, Bafta, Associações dos críticos televisivos e de Chicago, Círculo dos críticos de Londres e Sattelite Awards. Melhor filme segundo: Círculos de críticos de Nova Iorque e São Francisco, Associação de críticos do sul dos EUA e Sindicato dos Roteiristas.

Defende o cinturão: Defende não só uma causa, “mas o direito de viver”.

Nocaute: “You gotta give’em hope.”

Quem ganha? Olhe bem: “Quem quer ser um milionário” vai ganhar. VAI. Mesmo. Mas SE ele não ganhar. SE. SE. SE. Se ele não ganhar, vai ser “Milk – a voz da igualdade” naquele envelope. Anote essa aposta do Pílula. E depois do Oscar, a gente conversa.

Quem perdeu antes mesmo de entrar no ringue? “Foi apenas um sonho” é deprimente, é pessimista e não é o que os americanos pós-Obama queriam ver no cinema. Mas isso não é desculpa. “O cavaleiro das trevas” é inspirado em um personagem de HQ. Mas isso não é desculpa. E “WALL-E” é uma animação semi-muda. Mas isso NÂO É DESCULPA.

» leia/escreva comentários (10)