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Moptop e monno n´A Obra - BH, 27/10/05

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Gabriel Marques, vocalista do Moptop, não cantou “Nós vamos invadir sua praia” no último VMB, junto com o Ultraje a Rigor e os vocalistas do Ramirez, Leela , ForFun e Dibob. Em compensação, voltou pra casa com o prêmio de melhor Website. O Moptop adere à invasão carioca e ganha cada vez mais fãs pelo Brasil, como os que encheram A Obra, em BH, em plena quinta-feira, dia 27.

Os belorizontinos do monno foram a outra atração da noite. Eles mostraram as músicas do seu primeiro EP, que deve ser lançado no final de novembro. O som vigoroso e dançante das duas bandas se encaixa na onda do rock dos anos 00. As boas canções são sinônimo de diversão e garantem fichas para Moptop e monno na bolsa de apostas da nova cena brasileira.

monno: Dance ou eu te mato

por Rodrigo Ortega

Fotos: Amir Nadur


O vocalista bruno Miari e seu olhar peculiar

Respaldados pelo “troféu joinha”, selo de qualidade da equipe do Tramavirtual, Bruno Miari (vocal e guitarra), Gustavo Koala (bateria), Euler (baixo) e Coelho (guitarra) fizeram letras em português para suas músicas e gravaram o primeiro EP da banda. A divulgação virtual e os shows que a banda vem fazendo em BH ajudaram várias pessoas a acompanhar as letras das canções que ainda nem foram lançadas.


O baterista Gustavo Koala castiga sua bateria lustradinha

Presença de palco é uma tarefa levada a sério por eles. O vocalista Bruno Miari chega a intimidar, com seus movimentos expansivos e expressões peculiares. O olhar psicótico poderia até ser usado para levantar o público, tipo “dance ou eu te mato”, mas as músicas dispensam tal estratégia. “#1” é a que mais empolga os presentes. Os versos combinam com os apitos das guitarras e a performance de Bruno: “Por estar distante / mas mesmo assim tão perto, eu sei / que isso não vai me ajudar / nem me conter”. Não se conter é outra tarefa levada a sério pelo monno.

Além do próprio show, outro mérito da banda foi ter conseguido trazer os cariocas do Moptop, tanto pelo fato de os sons combinarem, quanto pelo gancho da comemoração do VMB.

Moptop: A segunda invasão

por Rodrigo Ortega

Fotos: Igor Faria


Gabriel Marques e Rodrigo Curi, os frontmen do Moptop

“Moonrock”, faixa título do primeiro EP do Moptop, foi música de abertura do show da banda na Obra. Eles colocaram o público para mexer os quadris e balançar a cabeça em indie-hits como “O rock acabou”, cujo clipe é frequente na programação do Multishow, além de duas músicas inéditas, ainda com letra em inglês. O único porém foram as covers de Cure, Kings of Leon, White Stripes e Kinks, que foram divertidas, mas desnecessárias para uma banda com tantas músicas na ponta da língua da audiência.


Gabriel não cantou no VMB mas está invadindo as praias mesmo assim

Se o sistema de som da Obra favoreceu os apitos das guitarras do monno, o mesmo não se pode dizer do Moptop, que carrega menos nas distorções. Os riffs de Rodrigo Curi foram um pouco prejudicados, mas ele compensou com seu carisma, por exemplo, ao apresentar o resto da banda: Gabriel, Daniel Campos (baixo) e Mario Mamede (bateria).


Rodrigo: falha no som da casa compensada pelo carisma

“Sempre igual” e “Tão certo” foram as que mais bombaram na noite, mas todas as outras foram bem recebidas. Até “Ninguém pra te esquecer”, a faixa menos animada do EP, ficou bem bacana ao vivo. Além da influência musical dos Strokes, eles fizeram, assim como os novaiorquinos no primeiro show do Tim Festival, um bis aparentemente inesperado. Rodrigo já tinha abandonado sua guitarra quando, atendendo a pedidos, eles decidiram voltar para tocar uma das inéditas.

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