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Transfiguração, trato de animais mágicos ou o que você quiser. O fato é que as filas de cinema pareciam ter se multiplicado em torno de um só nome de ordem. O fato é que as sacolas dos shopping centers se transformaram em porta-livros no último fim de semana: um de capa esverdeada. Com histórias diferentes, Mr. Potter voltava aos cinemas e às prateleiras em dias-irmãos, numa esperta jogada de marketing da editora brasileira responsável pelo bruxinho. Muito para além dos jogos de mercado, o Pilula traz uma coleção de resenhas com os filmes de Harry, um prático você-sabe-que para quem entra agora nesse universo e a esperada resenha do último livro. Porque o nome do meio de Harry Potter tem que ser 'pop'.




'HP E O PRISIONEIRO DE AZKABAN'




'HP E A CÂMARA SECRETA'




'HP E A PEDRA FILOSOFAL'




'DNA especial - VOCÊ-SABE-QUE'








Harry Potter e o Enigma do Príncipe

De volta ao coração na boca

por Mariana Marques

Em “Harry Potter e O Enigma do Príncipe” (The Half-Blood Prince, que, em português, sofreu adaptação para fazer mais sentido), J.K Rowling volta a escrever uma aventura com mais mistérios e suspense, características que lembram o excelente terceiro livro da série. Ponto para a autora, que provavelmente irá agradar a um público mais adulto que não gostou muito do fraco “Harry Potter e a Ordem da Fênix”. E nem por isso esse sexto livro irá desagradar ao público infantil. Nele continuam todos os ingredientes de que as crianças sempre gostaram: a magia da Escola Hogwarts, a amizade de Rony e Hermione e as impressionantes partidas de quadribol.


Harry está com 16 anos, perto de completar os 17, que no mundo dos bruxos corresponde à maioridade. Isso significa carregar ainda mais responsabilidade, já que, segundo a profecia descoberta no ano anterior, ao se tornar maior, Harry seria o escolhido para enfrentar uma última vez o temido Lorde Voldemort. Para entender melhor seu inimigo e poder vencê-lo, Harry tem a ajuda de Alvo Dumbledore. Os capítulos em que Harry recebe essa ajuda comprovam a idéia de que os vilões costumam ter histórias ainda mais interessantes e curiosas que os mocinhos.


Harry Potter cresceu e precisa enfrentar conflitos mais sombrios e mais enigmáticos. J.K não poupa o protagonista e o coloca para tomar decisões quase injustas para um menino de 16 anos. Junto a esse crescimento é possível ver, paradoxalmente, um Harry imaturo, com uma irresponsabilidade comum a adolescentes de sua idade. Mais uma vez ponto para a escritora, que procura uma certa verossimilhança em meio ao mundo fantasioso que criou. Um desses problemas típicos é a primeira desilusão amorosa. O livro reserva boas surpresas para quem curte as relações interpessoais dos personagens, especialmente para quem espera muito romance. Os novos namoros, apesar de mais convincentes, continuam com aquela inocência que chega a dar um pouco de vergonha. Outra característica que faz o livro ficar entre os três melhores é que Hermione Granger está menos infantil e pela primeira vez não provoca irritações típicas de estudantes muito certinhos. Ela se mostra mais madura que os garotos, correspondendo à realidade: garotas amadurecem antes nessa fase da vida.

J.K Rowling sempre afirmou que a saga de Harry Potter irá terminar no sétimo volume. Não sei como ela irá se desacostumar com os milhões que entram em sua conta bancária a cada livro lançado. Mas o fato é que, se continuar na mesma linha que “Harry Potter e O Enigma do Príncipe”, Rowling conseguirá dar um final decente ao bruxo mais famoso do mundo.

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