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Oasis e Franz Ferdinand ao Vivo

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Barcelona, Vall D'Hebron

por Fernando Guerra e Dalila Fernandes

Em Barcelona, os ingressos são vendidos com muita antecedência e é preciso ser rápido para conseguir o seu. Garantimos nossos ingressos para o show do Oasis no dia 05 de novembro e do Franz Ferdinand para o dia 21 de dezembro. Ouvi dizer que no show do U2 os ingressos que lotavam um estádio enorme se acabaram em questão de horas nas mãos de ávidos fãs, que por sua vez haviam passado coisa de 24 horas na fila antes do início das vendas. (Nota: E eles não criaram comunidades no Orkut para reclamar, como os brasileiros).


Kapranos, né?

Oasis

Chegamos ao Vall D’Hebron pontualmente na hora em que o show começava. Uma péssima idéia, pois o show já estava lotadasso. Eu estava imaginando um espaço do tamanho dum estádio de futebol, mas o lugar estava mais para um ginásio poliesportivo. Mas as arquibancadas estavam cheias e era um pouco difícil se deslocar no meio do povo na pista pois percebemos logo que essa prática não é muito comum por aqui.

Devidamente estabelecidos no meio da pista, já ao som em playback de “Fuckin’ In The Bushes” que abre o show, surgem os irmãos Gallagher e tocam alguma música do novo disco “Don’t Believe the Truth” que eu não tive tempo de baixar no meu computador. A galera parece ter feito o dever de casa pois não fica uma estrofe sem cantar junto e vai ao deliro quando entra “Lyla”, o último single.

A diferença de um show do Oasis aqui e um no Brasil é que, como Barcelona faz parte do circuito comum de turnê dos grandes nomes, a banda pode se concentrar em promover o disco, enquanto no Brasil o foco são os hits. Mas isso não impediu os ingleses de tocarem uma pérola de vez em quando. Teve “Live Forever”, “Morning Glory”, “Champagne Supernova”, “Wonderwall” e “Don’t Look Back In Anger”.

O vocalista Liam Gallagher é um espetáculo à parte. Enquanto não cantava no microfone devidamente ajustado à altura dos seus mamilos, alternava suas poses ante o público que iam do “leão-de-chácara de poucos amigos” ao santo com o pandeiro como auréola. Após um cigarrinho encostado aos amplificadores Liam fecha a apresentação com o clássico “My Generation” do The Who. Chegamos em casa chapados com o show e combinamos de chegarmos bem cedo para o show do Franz. E desta vez eu me lembraria de levar a câmera.

Franz Ferdinand


Não, não é o Blur

Apesar de os espanhóis não parecerem exatamente os mais familiarizados com versões originais no cinema e não ser muito fácil encontrar quem fale inglês por aqui, pelo menos essa platéia parecia cantar em uníssono todas as músicas, mais empolgada que no show do Oasis.

Bem, o som da minha própria voz pode até ter me confudido, talvez. Mas a lotação e o tumulto eram seguramente maiores no show dos escoceses do Franz. Perdões, o Alex Kapranos é grego. Sem trocadilhos. Eu fiquei ali pertinho da grade, vidrada em tudo do melhor ângulo possível. Mas deixarei a tietagem pra depois, em algum banheiro feminino. O que mais dizer? Se preparem, ao vivo é muito melhor do que vocês imaginam. Melhores momentos (na minha opinião): todos. Mas a galera vibrou muito mesmo foi em em “Do You Want To” e “The Dark of the Matinée”. Sem mais, confiram vocês aí no Brasil em fevereiro.

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