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Gram ao vivo em Recife - Armazém 14, 11/02

O gatinho que ouve a loirinha

por Marcela Gonzáles

Fotos: Madá Maciel

Quem acompanhou um quadro do Fantástico sobre as bandas de brega do Nordeste, certamente ouviu falar o quanto esse gênero é famoso entre as massas. Banda da Loirinha ou Vício Louco bombam qualquer festinha dos chamados “cocotas”. Avesso a tudo isso, em plena prévia carnavalesca, a banda paulista Gram mostrou seu rock trágico-fofo pela terceira vez em Recife. Eles deram uma entrevista para o Pílula antes da passagem de som. Contaram que ficaram surpresos com a recepção do público nos outros shows e esperavam que o terceiro também fosse bacana

Sérgio Filho: Realmente foi uma surpresa, tanto que agora a gente está voltando. Se as mesmas pessoas que estiveram lá (no show da Casa do Frevo, em agosto passado) vierem, vai ser legal.

Luiz Ribalta: Eu não tenho expectativa em lugar que a gente ainda não foi. Mas aqui o histórico foi sempre crescente. Então, hoje estou chegando, se tiver uma pessoa, eu vou me matar, porque eu estou esperando que seja muito bom.


Sérgio Filho, Marco Loschiavo e Luiz Ribalta: altas expectativas

Bem, o Ribalta não precisou se matar, óbvio. Os fãs lotaram o Armazém 14 e a banda retribuiu o esforço. Perguntei então, pelos planos, em especial, o lançamento do novo disco, previsto pra antes da Copa, ainda pela Deckdisc.

Sérgio: São dezesseis músicas e em março a gente entra em estúdio pra gravar. O lançamento, acho, vai ser um pouquinho antes da Copa, mas só o lançamento. O resto a gente vai trabalhar depois.

Pergunto ainda pelas surpresinhas no show. Como vai ser, se vai ser diferente dos outros.

Sérgio: A gente tem algumas surpresas pra hoje. Tem muitas coisas novas, que vão estar no próximo disco e vamos mandar algumas covers de quem a gente gosta.


Sérgio ri à toa com a recepção do público pernambucano (foto: Lilian Rodrigues)

Dito e feito. Casa cheia, para felicidade da banda. A abertura ficou por conta da hype-pernambucana Volver, e um DJ mandando Supergrass no intervalo, para a alegria dos indies de plantão.

Gram no palco. Como de praxe, iniciam com “Sonho Bom”, seguida da linda “Vem Você”. Mandaram também “Seu Troféu” e as inéditas “Melhor Assim” e “O Rei do Sol”, como prometido. As surpresinhas, que na realidade foram surpresonas, foram as covers dos Beatles: “We Can Work It Out” e “Come Together”, que fizeram muita gente sentir um friozinho na espinha.


Meninos do Gram apreciam a vista do porto seguro de Recife

Logo após o presente, “Faça Alguma Coisa” levantou mais ainda a platéia. Pausa para os agradecimentos do Sérgio à cidade: “Recife é o nosso porto seguro”. Trocadilho ou não, os recifenses agradeceram também com muitas palmas e a banda finalizou com ‘Reinvento’, seguida do hit do gatinho, ‘Você Pode ir na Janela’.

Os meninos foram embora levando mais uma vez uma boa imagem da cidade (será?) e, quem sabe uma nova modinha que eles adquirem em todas as viagens que fazem, como disse o Luiz Ribalta: “Cada viagem tem uma modinha. E a gente volta com uma trilha sonora”. Quando questionados pela trilha sonora da última passagem deles por Recife, a resposta é rápida: Banda da Loirinha. Bem, a gente torce pra que a trilha sonora desta vez tenha sido um pouquinho melhor.

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