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Faça a escolha certa

X Men - As especulações

por Daniel Oliveira

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Enquanto mais e mais nomes de mutantes surgiam no elenco de “X Men: O confronto final”, um pensamento cheio de peninha enchia o coração dos fãs – “tadinhos, alguns deles só vão aparecer nos extras do DVD”. Não era para tanto: Fera, Lince Negra, Colossus, Homem Múltiplo, Callisto, Fanático e Arco-Voltaico, dentre outros, estão ali e a presença deles faz diferença em momentos importantes da trama.

É claro que outros estão na situação do “piscou-perdeu” e fãs revoltados vão continuar reclamando pela falta do seu mutante favorito na telona. Mas o grande segredo de Brett Ratner para colocar tanta coisa em tão pouco tempo reside em uns macetes sacados, algumas movimentações nos bastidores – e, como diria Chris Wilton, um pouco de sorte.

***Atenção: se você ainda não viu o filme, e não quer saber muito sobre a trama e algumas revelações, clique aqui. É para o seu próprio bem e eu juro que não vai doer.***

Juntando o castigo com a vontade de aparecer

Muitos fãs podem ficar de cabelo em pé com o papel de liderança assumido por Tempestade em certa altura do filme. Mais que para as origens do HQ, essa decisão aponta para os bastidores do próprio longa. Enquanto Halle “Mulher gato” Berry exigia uma participação maior para voltar à saga, James Marsden pegava o bote de Bryan Singer e abandonava o barco rumo a Metropolis.


Parece com a roupa da Mulher gato mas, graças a Stan Lee, não é.

Resultado: o moço, que intepreta Ciclope, homem de confiança do Prof. Xavier, teve sua participação sensivelmente reduzida no longa, enquanto Berry, bem Berry...ela passa a ter algo o que fazer, né? E não é simplesmente voar, não, como se andou espalhando aos quatro ventos. A atriz estava até certa quando disse que sua personagem no filme não tinha muita coisa: interesse romântico, conflito pessoal, papel de liderança, nada. Só tinha frases infames. E como Marsden não é lá grandes coisas também, “O confronto final” não perde muito e ganha com a vencedora do Oscar fazendo seu trabalho com boa vontade desta vez.

Bons e maus alunos 1

O triângulo amoroso adolescente entre Vampira (Anna Paquin), o Homem de Gelo (Shawn Ashmore) e a Lince Negra (a novata e ótima Ellen Paige), mais que uma tentativa de identificação com o público que lota as salas de cinema durante as férias, é um recurso do roteiro para desenvolver a história da cura numa perspectiva mais pessoal e menos parcial.


A fofíssima Lince Negra e Bobby Drake

A solução final pode deixar alguns de nariz torcido e passa longe do politicamente correto. Mas vai fazer a “galerinha” pensar em outra coisa, que não o último corte de cabelo da Avril Lavigne, quando saírem do cinema.

Agora, uma coisa não me sai da cabeça: Anna Paquin deve ter ido muito mal nos exames da escola do Prof. Xavier no filme passado. Sua Vampira, além de sofrer com a imaturidade durante grande parte do filme, aparece pouco e foi categoricamente limada do tal “conflito final”, deixando o posto de “mutante-fofinha-que-quebra-o-pau” da vez para a Lince. Será que, assim como Marsden, Paquin andou aprontando alguma nos bastidores?


Olha só a carinha de quem fez arte...

Bons e maus alunos 2

Que a Mística é má, todo mundo já sabia. Agora, o que a bela Rebecca Romjin, que a interpreta, pode ter feito de tão mau para os produtores? Fundamental nos dois primeiros longas, a mutante tem um destino trágico logo no início do filme e é vítima de uma das frases mais desprezíveis de Magneto em toda a saga. E olha que desprezível é desprezível e meio, quando dita por um ator do calibre de Ian McKellen.


Outra que só faz arte...

Bons e maus alunos 3

Agora, quem se deu bem foi Famke Janssen. O papel duplo de Jean/Fênix foi um presente para a moça, que ficou ainda mais bonita com os longos cabelos vermelhos. Mais que beleza, porém, a moça mostrou serviço, na sua melhor atuação na saga – e talvez na carreira. A saga da Fênix foi uma possibilidade claramente acenada no final do longa anterior, mas os executivos da Fox devem ter ficado animados mesmo no ano passado.


Life coach é a vovozinha...

Foi quando Janssen assumiu um papel temporário importante na série “Nip/Tuck” do canal, como uma Life coach. O papel, assim como o da Fênix, tinha camadas ocultas (e que ocultas!) e a atriz o carregou até o final com muito talento. Suas cenas em “O confronto final” estão entre as melhores do filme e quando ela dá um chega-mais no Wolverine, até o moço, que é o mais seguro de si entre os mutantes, solta um clássico “vamos com calma aí...”

Aliás...

Para quem acha que eu falei pouco (ou quase nada) do Wolverine, é porque não precisa. Hugh Jackman continua soberbo no papel e, melhor que ele, só o próprio Wolverine – também conhecido como Jack Nicholson. Os meninos que vão ao cinema para ver a cena “Legolas-sobe-no-cavalo-dando-um-salto-mortal” do garras de Adamantium não perdem por esperar. A “cena Wolverine”, e vocês vão saber qual é quando ela chegar na batalha do terceiro ato, é sensacional.


...

Foi e não foi sozinho

Além de Marsden, dos roteiristas e sabe-se lá mais quem, uma dos caras bacanas levados por Bryan Singer para Superman foi o compositor John Ottman. Ele é parceiro constante do ex-diretor mutante e, nos X Men, sempre fez trilhas boas e sem os clichês das músicas de filmes de super-herói que tentam imitar o tema clássico do Superman.

Bem, que é exatamente o que seu substituto, John Powell (A Era do gelo 2, Mr. e Mrs. Smith, Be cool, A supremacia Bourne), fez. Não que a trilha seja ruim, mas não é genial. Toda vez que o Arcanjo (Ben Foster) alça vôo, Powell coloca um fundo instrumental crescente, que remete claramente ao outro herói esvoaçante. Mas a última vez que ele faz isso, na batalha, a cena é tão boa e de um significado tão f*d.....


Pam, panan, pam, pam, pam, pam, pam...

Paro por aqui antes que eu comece a falar mais do que eu devia. Mas acho que isso eu já fiz. A escolha foi sua de ler ou não.

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