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Sábado, 26/08: Cidade Negra, Pato Fu, Charlie Brown Jr. e Titãs

por Braulio Lorentz
(textos e fotos)

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Toni Garrido, ainda com um cordão no pescoço

Cidade Negra

Palavras de ordem: “Salve, salve Belo Horizonte! Paz e amor, rapaziada”. A palavra paz sairia pelo menos outras 20 vezes da boca de Toni Garrido.

Momento “Ahn?”: O vocalista do Cidade Negra gritou "E aí Governador!" lá pelo final do show. Governador Valadares (MG) está na agenda da banda. Mas é só semana que vem, Toni.

Agradecimento: Foi singelo: “Valeu Minas!”

Versão, do Legião ou não: “Geração Coca-cola” foi a penúltima do setlist. Mas teve também “Stir it up”, do Bob Marley, apresentada com a frase “Que a iluminação divina esteja na cabeça de vocês”.

Interação com o público: Quando tocaram “Perto de Deus”, Garrido ficou perto da platéia: foi até a grade entregar uma pequena bandeira da Jamaica e de sua banda. Outro fã pediu o cordão que o vocalista carregava no pescoço. O pedido foi aceito.

“Eu já vi isso antes”: Era meu primeiro show do Cidade Negra, tudo era novidade.

“Eleições 2006”: Sem citações políticas diretas.

Ponto alto: A seqüência inicial foi arrebatadora, com canções do disco de maior sucesso comercial. “A Sombra da Maldade”, “Querem meu Sangue” e “Pensamento” estão no CD Sobre Todas As Forças, de 94, que até eu comprei.

Ponto baixo: Mesmo com tanta transpiração, o momento do show do Cidade Negra que teve mais barulho foi quando Toni Garrido anunciou que o Pato Fu tocaria depois.


Fernanda (em carne e osso) e John (em telão)

Pato Fu

Palavras de ordem: Nenhuma em especial.

Momento “Ahn?”: Como assim eles não tocaram “Uh Uh Uh, Lá Lá Lá, Ié Ié”?

Agradecimento: Eles dedicaram “Perdendo os Dentes” aos que sempre acompanham o Pato Fu e torcem por eles.

Versão, do Legião ou não: Não tocaram “Eu sei”. Ufa. Versão no repertório só a de uma “banda antiga, que todos deveriam conhecer”, segundo palavras do guitarrista John. Trata-se de “Ando meio desligado”, dos Mutantes.

Interação com o público: Foi no comecinho do show, quando a vocalista Fernanda Takai apresentou “Canção pra você viver mais”: “Vamos fazer de um modo diferente. Em vez da banda começar tocando, vocês começam cantando com a gente”.

“Eu já vi isso antes”: “Made in Japan” emendada com “Capetão 66.6 Fm”. Eu nunca vou deixar de achar graça em “Capetão”. Neste momento em que escrevo ainda me vem à cabeça a imagem da Fernanda de óculos, gritando “Motherfuker!”.

“Eleições 2006”: Não foi desta vez.

Ponto alto: “O Waldick Soriano falou 'Eu não sou cachorro não'. Mas a gente é cachorro sim. E se a gente não mora na casa de ninguém, mora na rua e precisa de alguém”, Fernanda ao anunciar “Amendoin”.

Ponto baixo: “Perdendo Dentes”. Sei lá, não consigo engolir o refrão, apesar de mastigá-lo.


Chorão capricha no ImI, mesmo segurando o microfone

Charlie Brown Jr.

Palavras de ordem: Para cada vez que Toni Garrido disse “Paz”, Chorão disse três vezes “Charlie... Brown... Eu digo Charlie e vocês dizem Brown” ou derivados.

Momento “Ahn?”: Em dado instante, minha bexiga ficou cheia e tive que ir ao banheiro. Como na área de imprensa haviam aparelhos de TV, mas não se ouvia as canções, aproveitei para exercitar minha capacidade de leituras labiais.

Agradecimento: Chorão agradece e canta as garotas numa só tacada ao apresentar o hit “Ela vai voltar”: “Música dedicada às meninas presentes hoje”.

Versão, do Legião ou não: De acordo com minha leitura labial, nada de “renatorussices”.

Interação com o público: Após o show, os caras que andam de skate durante a apresentação do CBJR autografavam (?) toalhas (??) e notas de um real (???) da platéia.

“Eu já vi isso antes”: “Lutar pelo que é meu” fez a molecada cantar e se sentir na Malhação. A novelinha global que colocou a faixa na boca da moçada conta com a participação da mulher do titã Branco Melo (a atriz Ângela Figueiredo).

“Eleições 2006”: Nada.

Ponto alto: “Papo Reto”. Eu estava atrás do palco voltando ao trabalho e pensei que o túnel pelo qual passava fosse desabar na minha cabeça.

Ponto baixo: Por ser a primeira banda a se apresentar depois do sol ir embora, confesso que esperava mais agitação. Sobretudo no início, por ter começado com “O Coro Vai Comer”. O coro comeu, mas nem tanto.


Sérgio e Belotto: cheios de poses

Titãs

Palavras de ordem: Segundo Branco Melo, ao completar 25 anos o Titãs vive um momento “glorioso” e o Mineirão também é um estádio gigante e “glorioso”.

Momento “Ahn?”: Na hora da calma, o público ficou com raiva. Sérgio Britto anunciou “Epitáfio”: “Vamos cantar palavra por palavra, como se fosse uma oração”. Mas durante a balada notou que havia uma briga e pediu pra parar: “Parou, parou, vamos parar com essa palhaçada aí. Presta atenção na letra da música, pô”. Na hora da raiva (“Bichos Escrotos”, “Polícia” e “Lugar Nenhum”), o público ficou calmo. Pitos mudam as pessoas: “É isso aí, é assim que a gente gosta. Curte civilizadamente!”.

Agradecimento: Obrigado ao Tony Belotto. Ele é o cara mais fácil de ser fotografado que eu conheço.

Versão, do Legião ou não: “Um sábio compositor baiano tinha a solução para todos os nossos problemas”, disse Sérgio, antes de tocarem “Aluga-se”, do Raul Seixas. Antes já tinham tocado “Eu nasci há dez mil anos atrás”. E olha que eu não ouvi gritos de “Toca Raul!”.

Interação com o público: A maior delas foi o pito já citado.

“Eu já vi isso antes”: Paulo Miklos tem uma bandeira paulista estampada na jaqueta que completava o look que misturava um pouco de Bono Vox (corte de cabelo) e um muito de Joey Ramone. Mas quem estava com camisa do Ramones era o Sérgio.

“Eleições 2006”: “Senhoras e senhores, quero numa bandeja a cabeça dos mensaleiros, dos sangue-sugas, dos criminosos”. Essa foi a introdução de Miklos para “Vossa senhoria”.

Ponto alto: “Provas de Amor”. Faltou “Isso”, outra boa que tem Miklos nos vocais.

Ponto baixo: Chamarem o Branco Melo de lindo.

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