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A Vida é Dura

Sábado em tiradentes

por Daniel Oliveira

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Tiradentes. Neste ano, prometo que não vou reclamar do calor, nem da chuva, nem do monte de gente. Prometo. Tenho motivos: a Mostra nunca começou tão legal. Os dois filmes a que eu assisti ontem estão, com certeza, entre os cinco melhores que eu já vi por aqui. Ambos tratam de personagens de vidas difíceis, mas de forma bastante diferente.

“Querô”, de Carlos Cortez, dá um soco inesperado no estômago com o inferno que o personagem-título enfrenta em sua (in)existência. Maria Luiza Mendonça, estupro, Plínio Marcos e o excepcional Maxwell Nascimento se encontram nessa montanha-russa dirigida pelo estreante em longa de ficção Carlos Cortêz. A dor só passou com as risadas provocadas por...


Maxwell Nascimento e Carlos Cortês (Querô), críticos convidados e Débora Ivanov (produtora Querô).

...“O cheiro do ralo”, de Heitor Dhalia (Nina), humor negro da maior qualidade, cronicalizando (acabei de inventar essa palavra? Ela existe? Por favor, mandem correções) o vazio do protagonista que sacaneia as pessoas, explorando seus momentos de dificuldade e comprando sua dignidade por preços irrisórios. Nunca o cinema brasileiro foi tão politicamente incorreto. E poucas vezes foi tão engraçado.

Aliás, conhece Apolo Nove? É um cara de São Paulo, que faz a trilha do filme. Se não conhece, baixa aí, que é uma surf-music-pop-quase-chiclete bem divertida. E não deixe de conferir durante a semana, que as resenhas estão por vir, quentinhas do forno.

Some-se a isso uma coletiva descontraída e frutífera com o diretor homenageado Beto Brant e o sábado foi um dia beeem legal. Muita coisa ainda por vir. A pré-adolescência parece fazer bem à “Mostra de Tiradentes”, só espero que não me depare com uma insólita TPM pela frente. T+

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