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Receita simples

31.08.05

por Rodrigo Ortega

Simple Plan - Still Not Getting Any...

(Warner, 2005)

Top 3: “Shut Up", "Welcome to my life", "Everytime"

Princípio Ativo:
Green Day, Avril, Linkin Park e Weezer

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Punk panqueca com cobertura de chocolate é a especialidade do Simple Plan. O quinteto do Canadá bomba mundo afora com seu segundo álbum, Still Not Getting Any…No Brasil, o vídeo de “Welcome to my life" é presença constante na MTV e “Shut Up” grudou nas rádios. Eles são o Green Day do momento. O som e a origem canadense permitem chamá-los de Avril Lavignes de calças (largas e com cueca à mostra). Já a temática adolescente-problemático remete a um Linkin Park mais bonzinho. Por fim, os rocks descaradamente melódicos com quedas pelo hard rock lembram o Weezer.

“Shut up” é uma das canções mais autocolantes do ano. Credencia o Simple Plan como o primo mais novo da família do punk-pop chicletudo de Green Day, Offspring, blink-182 e Good Charlotte. Não é por acaso que o vocalista do Good Charlotte, Joel Madden, e o baixista do blink, Mark Hoppus, participaram das gravações do disco anterior do Simple Plan, No Pad, No Helmets...Just Balls (2003). “Thank You” e “Promisse” também lembram bastante seus primos mais velhos e têm potencial de hit, assim como todas as outras faixas do disco.

O segundo single, “Welcome to my life” tem violãozinho, guitarras e refrão típicos da Avril Lavigne. E o disco tem outras canções mais lentas e baladescas. “Everytime” é a mais bonita. Fica no limite entre o comovente e o barango, com vocais meio Backstreet Boys. O novo single, “Untitled”, passa deste limite, com direito a piano, arranjo de cordas e solo farofa de guitarra. As letras também pegam pesado para comover, como nos versos de “Welcome to my life”: “Do you ever feel like breaking down? / Do you ever feel out of place?” (“Você já se sentiu desmoronando? / Você já se sentiu deslocado?”).

Não é à toa que a banda conquistou rapidamente tantos jovens e sofridos corações. Still Not Getting Any… é uma alternativa para garotos e garotas que se sentem rejeitados, mas não tão mauzões como o Linkin Park. A bateria eletrônica e o vocal desesperado de “Perfect World” são uma versão mais simpática dos new-metaleiros.

Em momentos pesados e melódicos eles fazem sem querer querendo o que o Weezer tenta sem sucesso há três discos. “One” é um hardcore desacelerado na medida certa para não virar balada. “Jump”, que copia na cara de pau a canção homônima do Van Halen, é bem divertida. Rivers Cuomo deve ter quebrado os óculos de inveja por não ter pensado nisso antes. Ponto para o Simple Plan.

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