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Os tais segredos da câmara

26.10.05

por Thiago Vetromille

Harry Potter e a câmara secreta

(Harry Potter and the chamber of secrets - EUA/2002)

Dir.: Chris Columbus / Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Richard Harris, Maggie Smith, Kenneth Branagh, Robbie Coltrane

Princípio Ativo:
Serpentes e estátuas de pedra

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Bem, fiquei meio surpreso ao ser chamado para falar de Harry Potter e a Câmara Secreta. Principalmente para fazer uma resenha para o Pílula Pop. Não posso negar que foi divertido ficar até às 3 da manhã esperando o filme passar no Cinemax e, logo no dia seguinte, tentar lembrar de tudo, mas isso é a vida.

Já que fica meio difícil falar de um filme que milhares de crianças (hoje possivelmente adolescentes) adoram, tentarei ser o mais imparcial possível. (Vai ser difícil, já que eu sou uma dessas crianças grandes que adora Harry Potter e tem todos os livros).

Para começar, nem vou falar do trio Radclife, Watson e Grint. Afinal, crianças de 12 anos que contracenam com personagens virtuais e decoram diálogos extensos merecem aplauso mesmo que o resultado não tenha sido tão bom. Afinal, Richards Harris (ainda vivo) e Kenneth Branagh compensam, e como compensam.

A trama é bem mais elaborada que Harry Potter e a Pedra Filosofal, apresenta mais cenas de aventura e mais algumas assustadoras. Os efeitos especiais nos revelam novos detalhes do universo imaginado por J.K. Rowling (pra quem ainda não sabe, foi ela quem criou Harry Potter). Tudo isso era de se esperar, afinal Columbus tinha que imaginar que seu público está, pelo menos, um ano mais velho.

O roteiro, escrito por Steven Kloves (o mesmo dos outros três filmes da série) pode se beneficiar do fato que todos conhecem os personagens. Assim, sem mais apresentações, a história se desenrola. Apesar de que as “reviravoltas detetivescas” no estilo Scooby-doo me deixaram com a sensação de que eu perdi alguma coisa (pode ser que eu tenha dormido, afinal, eram 3 horas da manhã...).

Uma coisa que eu não posso esquecer é a partida de Quadribol. Columbus aprendeu com os erros e conseguiu fazer o quadribol quase tão emocionante quanto no livro. Lógico que agora é mais fácil ver as falhas do primeiro, mas na Pedra Filosofal, algo ficou faltando. Talvez o completo desenvolvimento da tecnologia dos efeitos utilizados para o Quadribol naquela época, mas vai saber. Espero que a Final da Copa do Mundo de Quadribol em “Harry Potter e o Cálice de Fogo” mostre a que veio. Se eu não vir nenhuma melhora, com certeza ficarei decepcionado.

Enfim, a câmara secreta, a espada de Griffindor e Fawkes são os elementos finais do filme. Sem contar o Basilisco, que realmente conseguiria fazer uma criança de 12 anos ter medo. Columbus acertou, apesar das 2 horas e 40 minutos... E para aqueles que gostam de surpresas, assistam o filme até o fim dos créditos para uma pequena piada (já era 5:40, ficar acordado até as 6 foi fácil).

“Eu acho que eu vi uma cobra de 12 metros!”

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