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Adeus Caribe!

14.11.06

por Braulio Lorentz

Rihanna – A Girl Like Me

(Universal, 2006)

Top 3: “S.O.S”, “We Ride” e “Selfish Girl”.

Princípio Ativo:
Genérico de Beyoncé

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Parceria com Sean Paul (“Break It Off”), clipe com danças multiplicadas por espelhos (“S.O.S”) e baladas com dose caprichada de R&B (“We Ride”) ou de glicose (“Unfaithfull”): a garota de 18 anos, nascida em Barbados, tenta fugir do rótulo de “nova Beyoncé”, mas a associação ganha força com este A Girl Like Me. Quanto mais se afasta do reggae que predominava em sua estréia, Music Of The Sun, de 2005, mais fica ao lado da ex-Destiny’s Child, em termos de sonoridade e vendagens.

Rihanna foi descoberta por Evan Rogers, o inventor no N'Sync, quando ele estava de férias na ilha onde a moça nasceu. Rogers apresentou Rihanna ao rapper Jay-Z. Contratá-la para a Def Jam Records foi uma de suas primeiras decisões como presidente do selo. O primeiro disco, porém, passou em branco no Brasil.

A história deve ser diferente com este lançamento. Com a já citada “S.O.S”, bela canção pop que deita e rola em cima das batidas de “Tainted Love”, do Soft Cell, Rihanna foi uma das mais tocadas no verão norte-americano. Pela alta execução em emissoras daqui, o sucesso provavelmente vai se repetir no verão brasileiro. A primeira música de trabalho abre o CD e não resume o que vem na seqüência: faixas bem menos inspiradas e ensolaradas.

“Dem Haters” e “Selfish Girl” representam o reggae pouco lapidado do primeiro trabalho. “Crazy Little Thing Called Love” nada tem a ver com a música homônima do Queen e “Kisses Don’t Lie” não deve ser uma menção aos quadris de Shakira, que também não mentem. As duas faixas são da mesma vertente regueira do ano passado. Para fechar o pacote, o maior destaque do bônus é a versão remixada de “Pon de Replay”, grande sucesso do debut.

Os elementos caribenhos (reggae, ragga, dancehall) estão cada vez mais diluídos. Está na cara, na TV e nas rádios que o rumo agora é diferente. Não é coincidência os três primeiros singles de A Girl Like Me passarem longe das faixas mais ligadas ao Music Of The Sun. Mas tudo bem, Barbados sempre foi mais perto dos Estados Unidos do que da Jamaica mesmo... É pegar o mapa mundi e conferir.

De resto, o que se ouve são canções que poderiam ser interpretadas por qualquer uma das aspirantes à diva, tais quais Rihanna. Garotas como ela estão em todos os lugares, até no título do CD.

Mais bonita do que a Beyoncé, isso ela é...

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