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02.12.06

por Braulio Lorentz

Magic Numbers – Those The Brokes

(EMI, 2006)

Top 3: “Take a chance”, “Boy” e “Undecided”.

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Ainda não é desta vez que se pode escrever uma resenha sobre o Magic Numbers sem a palavra fofura ou alguma de suas derivações. Those The Brokes é uma aposta de Romeo Stodart, Michelle Stodart, Angela Gannon e Sean Gannon na mesma fórmula da estréia. Chamado de The Mamas And The Papas indie, o quarteto surgiu em Londres e lançou um disco auto-intitulado em 2005.

As melodias adocicadas e letras repletas de “ow ow ow’s” e “ba ba ba’s” do ano passado continuam na pauta. Colar uma resenha do primeiro petardo neste espaço trocando alguns poucos detalhes – os irmãos Stodart participaram mais do processo de produção desta vez – seria algo cara de pau, mas bastante verossímil.

Bem que eles pensaram em dar uma parada, mas a grande quantidade de música fez com que a trupe mudasse seus planos. “A gravadora queria mesmo que a gente fizesse uma pausa, mas não queríamos esfriar por meses e então voltar nos sentindo enferrujados”, conta Romeo, no site da EMI. Uma brecada para pensar no processo de produção do álbum, esfriar a cabeça e oxigenar as composições não seria algo ruim. Sou eu apenas que sinto falta disso aqui?

As propriedades das canções permanecem as mesmas. Na essência, o CD propõe o mesmo percurso do debut. A música de abertura, “This Is A Song”, tem cinco minutos de “crescendo” como “Mornings Eleven”, do disco anterior. O primeiro single dançante da vez é “Take a chance” e está próximo ao começo do disco. Dançante para os padrões da banda, é claro.

“Carl’s Song” é dedicada ao falecido beach boy Carl Wilson, que era um gordinho barbudo. Ele poderia muito bem ser um integrante do Magic Numbers, mas falar que ele “soprou a música em um sonho”, como Romeo Stodart disse, já é demais. Soa como se ele tivesse se esquivando da culpa: a faixa é uma das mais caídas do CD.

Se o álbum de estréia é uma boa coleção com algumas ótimas canções, Those The Brokes repete a dose. Encadeadas, “Boy”, “Undecided” (cantada por Angela) e “Slow Down” são de arrepiar. Ao lado delas, “Running Out”, “All I See” e “Take Me Or Leave Me” (composição franzina e modorrenta de Michelle) ficam ainda mais acanhadas. Pegar as doze ou treze melhores dentre os dois discos seria muita covardia. Crie você também sua pasta “Magic Numbers 2005-2006” com as melhores faixas das duas bolachas. E torça para que idéias e melodias mais arejadas pintem no próximo disco.

Música soprada por beach boy falecido e vocês não estão com cara de medo?

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