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Fazer dance music é só falar da Madonna?

19.12.06

por Pablo Moreno

Robbie Williams – Rudebox

(EMI, 2006)

Top 3: “We’re the pet shop boys”, “Good doctor” e “Viva life on mars”.

Princípio Ativo:
Madonna-macho wannabe

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Andam dizendo por aí que Robbie Williams fez o álbum mais experimental de sua carreira. Defintivamente, “experimental” é um bom eufemismo pra “trabalhos de ex-integrantes de boy band que já não sabem mais o que fazer”; basta olhar o CD novo do Justin. Em Rudebox, o ex-Take That reinventa seu estilo musical e cai numa forma equivocada de hip-hop eletrônico dançante.

Robbie nunca teve uma carreira de grandes sucessos na América, mas sua divertida postura arrogante britânica garante seu título de celebridade pop até mesmo aqui no Brasil. O rapaz até se apresentou por aqui em sua turnê do disco Intensive Care. O show, como esperado, não encheu.

Mas falemos de Rudebox. Cheio de participações especiais hypadas (William Orbit, Lily Allen, Neil Tennant) e citações a celebridades mundiais (Madonna, Gwyneth Paltrow, Guy Ritchie e, novamente, Neil Tennant e o seu Pet Shop Boys), Rudebox traz um Robbie Williams que se esforça pra parecer moderninho, mas que produz canções que seriam ótimas pra trilhas sonoras de fliperamas dos anos 90.

Falando em anos 90, os mesmos são homenageados em “90’s”, assim como a década do Fofão e do Balão Mágico em “80’s”. Uma pior que a outra. A coisa continua bizarra, pois ainda está no CD uma cover de “King of bongo”, do Manu Chao. Quem já tentou ouvir um disco do cara sabe que todas as músicas dele são iguais. E pra completar, Robbie Williams regrava a canção do mesmíssimo jeito que era: com aquela batidinha que é a cara do Manu “Me gustas tu” Chao. Lily Allen também aparece para um chá em “Keep on”, mas sua participação termina aí.

Madonna e Pet Shop Boy aparecem em todas as músicas. Para amenizar a audição do disco, vai aí uma dica: tente encontrá-los pelas faixas de Rudebox! As referências vão desde momentos óbvios, como em “She’s Madonna”, com participação dos Pet Shop, e “Were the Pet Shop Boys”, que traz uma base muito, mas muito parecida com a canção “Sorry”, da senhora rainha do pop.

Termino de ouvir o álbum com um grande bocejo. O jovem cantor inglês deveria ter praticado um pouco mais antes de arriscar vôo tão alto. Prefiro nem me referir à faixa-título, uma canção de dar vergonha a um cara que já fez tantos singles bacanas como “Rock DJ” e “Tripping”. Sim, fãs irritados, o CD está vendendo igual água mundo afora, mas isso não significa que o disco seja bom. E sim que o cara sabe MESMO fazer promoção de seus álbuns com sua simpatia e boa performance de palco.

Robbie quer comer a Madonna. A Ana Carolina já comeu.

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