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Não tão cool

11.01.07

por Mariana Marques

Gwen Stefani, The Sweet Escape

(Universal, 2006)

Top 3: “The Sweet Escape”, “Early winter” e “Now That you got it”.

Princpio Ativo:
Wee-uh

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Ao saber do lançamento de The Sweet Escape, segundo álbum solo de Gwen Stefani, criei grandes expectativas. Explico: quando a loira apareceu, em 2004, com seu Love.Angel.Music.Baby, fiquei surpresa. Nunca fui fã de No Doubt e não costumo gostar do som dessas divas do hip hop que são produzidas por rappers ou manos que não cantam rap, mas se parecem com rappers. Mas “What you waiting for”, primeiro single, era – e continua – boa demais. Isso sem falar em “Cool”, uma das melhores baladas feitas neste século.

E aí aparece The Sweet Escape. A primeira faixa do disco, “Wind it up”, é um funkão com referências ao filme “A Noviça Rebelde”. Meu nariz deu uma torcida. Logo depois aparece a faixa-título, produzida por Aliaune Thiam, mais conhecido pelo seu apelido Akon, e os gritinhos de “u-hu, wee-uh” já me ganham de cara. É a melhor canção do álbum de longe. “Early winter” é uma balada bonitinha que poderia estar em algum disco do Keane. E olha que eu achei isso antes de saber que a música foi feita por Tim Rice-Oxley, do Keane. Ah, tá explicado, então!

“Now That you got it” foi feita para ser tocada em festa bacanuda. A faixa é daquelas que você dança sem conhecer e canta sem saber a letra, até porque Gwen repete mais de 50 vezes os versos “Now that you got it / What you gon’ do about it”. Logo em seguida vem “4 in the morning”, balada gostosinha, mas que não consegue chegar aos pés de “Cool”. O que acontece é que, até aí, você pode pensar que The Sweet Escape não é tão bom quanto L.A.M.B, mas ainda assim é um bom disco para se ouvir.

É quando você ouve a chatíssima “Yummy”, que só consegui escutar toda uma única vez. É ela que abre as portas para a parte podre da maçã. “Fluorescent”, com cheiro de anos 80, não chega a ser tão chata quanto as que a precedem, as irritantes “Breaking up” e “Don’t get it twisted”. E não é que “U started it” e “Wonderfull Life” sejam tão ruins, mas lá para o final do disco não têm fôlego suficiente para subir o termômetro aí em cima.

E não acho que eu esteja sendo assim tão cruel ao considerar o álbum mediano. Acabei incluindo “Wind it up”, para a qual torcia o nariz, na metade boa do disco, ainda que tenha sido por uma questão de me acostumar com a música. Faça o teste você: escute The Sweet Escape até a primeira metade em um dia. Depois, em outro dia, escute as canções restantes. A sensação que prevalece é que uma estréia sensacional e um começo de segundo disco tão bom quanto fazem este CD mediano ser ainda mais mediano.

Quem mandou falar mal? Agora ela tá me olhando torto.

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