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O casamento da minha melhor amiga

16.05.08

por Mariana Marques

O melhor amigo da noiva

(Made of honor, EUA, 2008)

Dir.: Paul Weiland
Elenco: Patrick Dempsey, Michelle Monaghan, Kevin McKidd, Sidney Pollack, Beau Garrett, Kadeem Hardison

Princípio Ativo:
tortas e amizade

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- Que tal dois amigos... melhores amigos... a moça sente que está apaixonada no mesmo momento em que o amigo revela que vai se casar. Aí ela tenta fazer de tudo para ele desistir da idéia?

- Foi isso que aconteceu com a Julia Roberts em “O casamento do meu melhor amigo”.

- Ah, é? Verdade. Então vamos colocar o amigo se apaixonando pela melhor amiga, que resolve se casar com outro!

- Uhn...perfeito!

Só assim consigo imaginar a conversa inicial dos roteiristas de “O melhor amigo da noiva”. A trama é exatamente essa. Tom (Patrick Dempsey) leva sua boa e mole vida em Nova Iorque. Seus dias se resumem a dormir com mulheres diferentes a cada noite (jamais com a mesma em noites consecutivas!), andar com seu carrão pelas ruas e ir a incontáveis casamentos do pai (Sydney Pollack). Fora isso, é de lei encontrar a melhor amiga Hannah (Michelle Monaghan) para conversar e comer tortas na confeitaria predileta. Ah, não posso deixar de mencionar: apesar da aparente vida fútil, Tom tem um bom coração porque ele diz “eu te amo” aos cachorros. Affff..

Eis que a vidinha de Tom muda quando Hannah avisa que vai viajar a trabalho para a Escócia, por seis semanas. A saudade da melhor amiga faz o garanhão concluir que está apaixonado e que o melhor a fazer é declarar seu amor. Porém, vejam só, as coisas se complicam porque Hannah volta noiva do escocês Colin (Kevin McKidd) e o casamento irá ocorrer em 15 dias. Só resta a Tom aceitar o pedido para ser uma das ‘madrinhas’ e planejar, com a ajuda dos amigos, formas de acabar com a festa.

Isso mesmo: Tom aceita ser uma das madrinhas de casamento. A idéia justifica a transformação do personagem de Dempsey no amigo legal, que quer ajudar Hannah com todos os preparativos, enquanto tenta arruinar o matrimônio. Precisava mesmo de uma evasiva tão esdrúxula? Precisava, já que, sem ela, não faria sentido a repetição da péssima piadinha “Tom é gay”, gerando momentos que eu fiz questão de esquecer. Tento esquecer também a cena “lição de moral do pai” e frases batidas como “não é o que você está pensando”.

O fato do longa mostrar como Hannah e Tom se tornaram amigos na faculdade conta alguns (poucos) pontos positivos. A amizade dos dois na vida adulta também tem bons momentos, como o compartilhamento das tortas. Já o fato da historinha da torta voltar como pretexto para fazer Colin de um vilão (ele é muito mau: não gosta quando filam a torta do seu prato, uau!) torna “O melhor amigo da noiva” uma das piores comédias românticas a que já assisti.

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Você realmente está disposto a gastar duas horas pra ver aonde isso vai dar?

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