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O negócio mágico

por Daniel Oliveira

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“Filmamosss em BH, na Praça da Liberdade, em Tiradentesss e São João Del Rey. Também na Serra do Lenheiro e nosss arredoresss de São João. Acho que fomosss um bom negócio para Minasss. A fazenda, no entanto, era no interior do Rio de Janeiro porque ela tinha que ter esse aspecto mágico, né, o filme é um realismo mágico”. Foi assim que Paula Lavigne, produtora de “O coronel e o lobisomem” abriu a coletiva de lançamento do filme em BH. Deixando bem claro que cinema, uma atividade tão cara - principalmente em um filme como esse, com tantos efeitos – não deixa de ser um grande negócio.

O longa, cujo orçamento bate os sete milhões de reais, contou com parte do financiamento de estatais mineiras – R$ 450 mil, que deram início à produção - e teve várias locações no estado, como Paula citou acima. Segundo ela, o investimento do longa em Minasss foi de R$ 1,8 milhão. Mas está longe de ser uma produção local. “O título do filme era o coronel e o lobisomem. Era sobre isso, então tínhamos que saber se era possível fazer um lobisomem no Brasil, porque senão a gente não ia fazer o filme”, conta o outro produtor, um certo Guel Arraes. Só que o custo do tal lobisomem e dos demais efeitos visuais praticamente duplicaria o orçamento do longa.

Isso fez com que a Digital 21 entrasse como co-produtora d’O Coronel” e entregasse o longa nacional com, provavelmente, o maior número de efeitos digitais. E mais que isso, os efeitos de melhor resultado. “No Brasil, ninguém tinha know-how com animação de pêlo, como precisava ser para o lobisomem. Passamos um mês nos EUA pra aprender e, no total, 11 meses no trabalho de efeitos e pós-produção, como a cor do céu e a corcunda do Pernambuco”, conta Hugo, responsável pela finalização do filme.

“Outra coisa a destacar é a trilha do lobisomem - um coral infantil, uma coisa iluminada, ficou mais bizarro, inesperado”, lembra Guel. Aí, voltamosss a Minasss, já que a trilha é assinada por Milton Nascimento, ao lado desse Danny Elfman nacional, chamado Caetano Veloso. Foi Milton que levou o tal coral (da cidade mineira de Divinópolis) para a trilha e a cantora Marina Machado, muito conhecida do público belorizontino, para cantar o tema romântico do longa. Considere, assim, “O coronel e o lobisomem” uma essspécie de híbrido Minasss, efeitosss digitaisss e Grife Guel Arraesss, sacou? Mas como nem só de númerosss e bitss vive o cinema, confira abaixo o que o diretor do longa, Maurício Farias, e seu protagonista, Diogo Vilela, têm a falar sobre a produção.

Diogo Vilela - Dom Quixote sem cavalo

Maurício Farias - Estreante veterano

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