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Forgotten Boys

por Braulio Lorentz e Rodrigo Ortega

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Os paulistas do Forgotten Boys estão se dando bem com seu terceiro disco, Stand by the D.A.N.C.E. (ST2 Records). Os elogios da imprensa foram surpreendentes para uma banda que não está em uma grande gravadora. A Folha de São Paulo colocou Gustavo Riviera (guitarra e voz) Chuck Hipolitho (guitarra e voz), Flavio Cavichioli (bateria) e Zé Mazzei (baixo) na capa do caderno Ilustrada e disse que eles fizeram o melhor disco de rock do ano no Brasil. Agora é hora de “tocar ao vivo e receber boas críticas de quem compra o disco”, como disse o guitarrista Chuck ao Pílula Pop.

Chuck é também diretor da MTV (onde Marcos Mion lhe deu o ótimo apelido de Túqui) e casado com a atriz mineira Débora Falabella, que foi ver o marido tocar em sua cidade natal. A entrevista aconteceu no final da primeira noite do 53 HC Fest, em BH, onde o Forgotten foi a atração principal. Perguntamos sobre os shows de divulgação do disco, a receptividade da imprensa, e as novas músicas em português, entre outros assuntos. Fala, Túqui!


Da esq.: Chuck, Zé, Gustavo e Flávio (foto: Ana Mazzei)

Pílula Pop: Como está a turnê do Stand by the D.A.N.C.E.?

Chuck Hypolitho: Ainda não estamos fazendo a batelada de shows que gostaríamos. Acho que estamos ainda em um periodo de transição entre o lançamento do disco e a estrada. Queremos tocar muito para mostar esse disco, mas acho que isso vai acontecer massivamente mesmo no ano que vem. Em São Paulo fizemos um show onde o pessoal cantou todas as músicas do disco novo, isso é muito legal. O disco foi muito bem recebido pela imprensa, creio que não haverá problema com o público, pelo contrário.

Pílula Pop: Vocês se surpreenderam com a receptividade da imprensa?

Chuck Hypolitho: Sabíamos que era um bom disco, mas não esperavamos todas as críticas que sairam. A da Ilustrada (Folha de S. Paulo) foi muito legal, uma massagem muito boa na sua auto-estima depois de tanto tempo batendo na mesma tecla. Mas não é de fato a imprensa que alegra a gente, e sim tocar ao vivo e receber boa críticas de quem compra o disco. O disco foi feito para ser vendido e quem compra tem que gostar, isso é o que importa.

Pílula Pop: E o que vocês mesmos estão achando das músicas novas ao vivo?

Chuck Hypolitho: Estamos muito satisfeitos com o disco e esperamos que isso reflita na sua receptividade. Estamos adorando tocar estas canções, que exigem mais da gente como músicos. A faixa-título, que geralmente serve para abrir o show, “All You See”, “Watching Over You” e “Just Done” acho que nunca vão faltar.

Pílula Pop: E este show em Belo Horizonte? O público estava cansado, já que vocês foram a última banda, mas mesmo assim se animou. O que vocês acharam?

Chuck Hypolitho: Este foi o sétimo show na cidade em 7 anos de banda. As apresentações foram ficando cada vez melhores. Como disso o Bart, produtor da 53 HC, acho que somos a única banda de fora que já tocou em todas as casas do circuito da cidade. Sempre ficamos felizes quando temos show marcado em BH. Foi o primeiro show que fizemos com a estrutura que realmente queríamos, técnicas e sonoras. O som estava alto, o Flávio estourou 3 peles de caixas diferentes. Acho que foi muito legal mesmo.


Túqui e sua guitarra (foto: Adriano Moralis)

Pílula Pop: Por quê decidiram fazer algumas músicas em português? E por quê não tocaram nenhuma delas neste show?

Chuck Hypolitho: Na hora de fazer o setlist não pensamos se entra em português ou não. Apenas escolhemos as que queremos tocar meia hora antes do show. Queríamos experimentar e a gravadora queria que experimentássemos. Rolou. Foi um pouco trabalhoso fazer a letras, mas ficou um resultado muito legal na nossa opinião. A próxima música de trabalho deve ser uma em português.

Pílula Pop: O que vocês acham da questão da disponibilização das músicas novas na Internet?

Chuck Hypolitho: Deixamos uma demo do disco, de uma música que não entrou, isso já á um presente grande para os fãs. Temos também o vídeo e tudo mais. Quem quiser vai comprar o disco, e vai ter ele 100% em mãos do jeito que a gente o pensou. Vai valer cada centavo. o disco acaba caindo na rede, isso é inevitável, mas isso não pode vir da gente. Apesar de nós próprios baixarmos músicas, constantemente quando podemos compramos os discos. Principalmente a página de downloads do site é feita para os fãs, nela ainda prometemos novidades e exclusividades.

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