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Fãs e afins

por Braulio Lorentz

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São muitos os fãs na vida de Pitty.

Ela tem fãs na MTV, tanto que ganhou o prêmio de Ídolo MTV no Vídeo Music Brasil 2005 e ainda levou o título de vocalista da banda dos sonhos da audiência da emissora. Pitty é fã de livros de história e conta sobre fatos históricos em suas canções, sendo que algumas são utilizadas por professores em sala de aula.

A mocinha também é fã ocasional do Pílula Pop, já que ela leu o texto que publicamos sobre o disco Anacrônico. E, por último, é fã de privacidade e de bandas novas e antigas.

Para conversar sobre estes e outros assuntos fanáticos, ligamos pra Pitty. O resultado do telefonema você confere a seguir.


“This is such a pitty” (repetir legenda, neste caso, vale)

Pílula Pop: Já que o gancho é o dual disc recém-lançado, gostaria de saber se você acha que esse formato pode pegar. O que você pensa desse formato e o que ele traz de novidade pro mercado?

Pitty: Na verdade ele está em fase de teste. Acho superlegal, porque você tem duas coisas em uma só. Espero que funcione, já que hoje em dia não é uma coisa tão difícil ter aparelho de DVD em casa e quase não existe mais vídeo cassete. É bacana pelo fato de ser uma mídia só e o preço fica muito mais acessível.

Pílula Pop: Então pela questão de combate à pirataria também é bacana...

Pitty: Também, né. Vai demorar um pouquinho mais até desenvolver a tecnologia pra piratear essa parada aí...

Pílula Pop: Outra questão sobre o CD Anacrônico: fizemos um dos programas de rádio e um texto no site falando sobre suas músicas sempre abordarem fatos históricos e meio que ensinarem a moçada. E a gente teve respostas bem bacanas de adolescentes que contaram que existem professores de história que usam suas músicas para ensinar em sala de aula. Músicas como “O Lobo” e “Quem vai me queimar”. Você imaginava isso?

Pitty: Não, eu não imaginava não. Na verdade eu não fiz com intenção didática (risos), eu fiz porque eram coisas que eu estava pensando na hora. Eu gosto muito de história, eu leio livros de história como quem lê romance, sabe? Mas eu acho bacana, já tinham comentado isso comigo, e eu fiquei tão lisonjeada... Eu achei massa.

Pílula Pop: Porque eu até fiz o comentário no texto, “Se eu fosse professor de história, eu usaria as músicas da Pitty”. Mas responderam “meu professor pensou nisso antes”...

Pitty: Ah, foi você que escreveu esse texto?

Pílula Pop: É.

Pitty: Ah, eu li, cara... Bom pra caralho!

Pílula Pop: Daí eu que fico lisonjeado...

Pitty: Não sabia que você tinha escrito. Me mandaram aqui e eu achei muito foda, valeu. (risos)

Pílula Pop: Valeu, Pitty. (risos) Outro assunto é que você ganhou o ídolo MTV, no Vídeo Music Brasil. Como você lida com essa idolatria da moçada?

Pitty: Eu tento deixar claro que eu não entendo muito isso. Talvez porque eu nunca tenha sido assim com ninguém. Tive pessoas que eu admirei mas nunca tive esse fanatismo exagerado. Eu acho meio esquisito, mas é bacana ver que tem um monte de gente curtindo o som. Eu sou de uma certa forma obrigada a utilizar minha imagem para divulgar meu trabalho. Mas não é porque eu gosto de aparecer, muito pelo contrário. Porque quem me conhece sabe que eu sou uma pessoa super reservada, tranqüila e não gosto de chamar a atenção. Odeio quando chego em algum lugar e sou o centro das atenções. Eu não sou exibicionista, eu sou mais pra voyeur. Tento aprender a lidar com isso porque não tenho muito como fugir. Mas eu sempre tento deixar claro pra galera que o que importa é a música, a imagem é só um elemento que está ali junto, mas não deve ser o elemento principal não.


Pitty apresenta sua banda

Pílula Pop: Agora a gente está conversando sobre música. Mas em alguns momentos de divulgação você é obrigada a responder perguntas do tipo “Como pra você é o homem contemporâneo?”, etc e tal. Você já falou que não gosta disso. É difícil, então, pra você abrir mão de certas coisas que você tinha antes da fama? Existe uma certa troca?

Pitty: Tem, tem. Uma das leis da vida que são mais certas é que ninguém pode ter tudo. Então você abre mão de uma coisa pra poder ter outra e claro, tive que abrir mão da minha privacidade, da minha liberdade de ir e vir, para poder fazer o que eu gosto, que é música. Não dá pra poder ter as duas coisas. Até daria, se as pessoas fossem um pouco mais bem educadas... Se a concepção fosse outra e tal. Mas no país que a gente vive não dá. É uma troca mesmo.

Pílula Pop: A Deck Disc contratou bandas como Ludov, Som da Rua, Gram. Você se sente de certa forma responsável por essas e outras bandas terem assinado com essa gravadora? Não sei se responsável é a palavra certa, mas meio que o seu sucesso pode ter fundamentado as apostas no rock? Você acha que isso faz sentido?

Pitty: Não sei. Pode ser que eles tenham ficado empolgados. Tipo: “Pô, que bacana! A gente apostou em um artista de rock e está dando certo”. E eu acho ótimo o fato da Deck Disc ter contratado bandas como Matanza e Cachorro Grande. São grandes apostas.


Pitty feliz da vida com sua banda

Pílula Pop: E sobre as músicas de trabalho, como elas são escolhidas? Porque no primeiro disco os primeiros sucessos foram músicas mais pesadas e depois vieram baladas como “Equalize”. No Anacrônico o caminho parece que é o mesmo...

Pitty: A banda que escolhe, junto com a gravadora...

Pílula Pop: E tem como antecipar alguma idéia de próxima?

Pitty: Não, ainda não. Porque a gente acabou de fazer “Memórias”. Então a gente só deve pensar nisso daqui a pouquinho. Mas eu particularmente acho que tudo depende do “time”, sabe? Eu tenho predileção pelas músicas mais pesadas. Então a gente acaba tocando elas logo, porque já diz a que veio, já mostra qual é a cara do todo. Eu fico pensando que se a gente saísse logo com uma balada isso pode confundir a cabeça das pessoas. Ninguém vai entender direito qual é. Então eu acho melhor mostrar logo como é a maior parte, porque no final das contas as baladas são a menor parte disso, são detalhes. Se você for ver o repertório inteiro, baladas representam 10%. Então elas funcionam mais como um respiro, um descanso das músicas mais pesadas. Acho que é legal elas virem mais pra frente.

Pílula Pop: A gente viu seu show aqui em BH no festival Pop Rock 2005 e você tocou Mars Volta...

Pitty: Ah é! (risos)

Pílula Pop: Você foi no show deles no Tim Festival 2004?

Pitty: Fui... Pirei! Enlouqueci... Foi foda.

Pílula Pop: E quais outras bandas você anda ouvindo?

Pitty: Cara, eu ouço um tanto de coisa antiga e nova... Na verdade eu ouço um tanto de coisa doida. Eu tava ouvindo outro dia Taj Mahal (risos). De banda nova eu ouço muito Queens of the Stone Age e Muse. De coisa antiga eu gosto bastante de Velvet Underground e Black Sabbath. Eu estava ouvindo uma banda aqui que eu acabei de conhecer que chama The BellRays...

Pílula Pop: Como é o nome, vou ver se eu procuro, porque essa eu não conheço...

Pitty: The BellRays. Eu também não conhecia não, foi um brother meu da revista da MTV que me deu.

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