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Graças a Deus. E ao resto da equipe.

por Marcela Gonzáles

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“O tempo de Antônio começou no dia em que Antônio veio ao mundo”. E o tempo de "A Máquina" começou quando Adriana Falcão tentou escrever uma peça de teatro e não conseguiu, o que resultou no livro, que com a ajuda de seu marido João Falcão, virou peça de teatro mesmo. A peça revelou atores como Wladimir Brichta, Wagner Moura e Lázaro Ramos e agora se tornou um filme tão apaixonante quanto as outras versões. O produtor Diler Trindade, que sempre apóia filmes mal-falados pela crítica, parece ter invertido a fórmula e acertado em cheio o tempo de A Máquina. O filme tem recebido ótimas críticas e depois que se assiste ao longa-metragem, realmente se enxerga o porquê do sucesso.

O Pílula Pop conversou com a autora do livro e roteirista do filme Adriana Falcão, que contou mais sobre a jornada de A Máquina, o gene de sucesso da família Falcão, os cenários e a direção de fotografia do já premiado Walter Carvalho, a trilha sonora – que traz uma música inédita de Chico Buarque e uma versão de “Dia Branco”, de Geraldo Azevedo –, e sobre as expectativas de aceitação do filme nos cinemas.


Adriana: escritora, dramaturga e roteirista em uma só tacada.

Pílula Pop: A jornada de "A Máquina". Como foi o caminho pra chegar na versão cinematográfica?

Adriana Falcão: É uma história longa. Eu tentei escrever uma peça. Não consegui. O João (Falcão) leu o que eu estava escrevendo, adorou e se propôs a adaptar para o teatro. Quando eu terminei de escrever o texto, uma editora (Objetiva) quis publicar. Virou livro. Virou peça. Eu e João resolvemos fazer o filme. O Diler (Trindade, produtor) topou. Tá aí!

Pílula Pop: Antônio de Dona Nazaré. Gustavo Falcão também é parente de vocês? A atuação dele, pelo menos ao meu ver, foi muito importante pra dar o caráter nordestino que o filme exigia.

Adriana Falcão: Gustavo é sobrinho e ótimo ator. Já tinha participado da peça, ao lado de Lázaro Ramos, Wagner Moura e Vladimir Brichta. Na hora de escolher o elenco pro filme, João não teve dúvidas de que esse menino ia dar alma a Antônio. E deu uma alma muito linda, na minha opinião.


Uma das cenas mais bonitas do filme graças a Walter Carvalho.

Pílula Pop: Cenário e fotografia. O filme foi todo gravado em estúdio, o que dá uma estética teatral. Misturar estas estéticas do cinema e do teatro foi algo planejado para o filme, para que o espectador se lembrasse da peça?

Adriana Falcão: João sempre fala que a opção por estúdio foi para acompanhar o tom fabuloso da história e do meu texto. A história é contada por Antônio no futuro, daqui a 50 anos, e por isso essa brincadeira com a memória dele, que lembra das coisas como ele quer e não como elas deveriam ser de verdade.

Pílula Pop: A trilha sonora. Como foi a idéia de formar uma banda fictícia pro filme? Na peça teatral também ocorreu banda fictícia?

Adriana Falcão: A banda era citada na peça, com outro nome. João é músico e adora música. Resolveu criar a banda para colorir ainda mais o filme que tem um pé no "musical". A canção de Chico Buarque composta especialmente pro filme veio coroar a trilha.


O integrante mais poderoso da equipe
deu o mundo para Antônio presentear Karina.

Pílula Pop: Expectativas. Qual é a expectativa, tanto sua quanto do João, com relação ao filme, sabendo que o livro e a peça já são sucesso? Dá medo de não ser bem aceito?

Adriana Falcão: Dá todo medo do mundo. Mas já temos agora a informação de que as platéias do cinema têm adorado. Graças a Deus! E ao resto da equipe.

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