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Depois daquele Grunge

por Braulio Lorentz e Rodrigo Ortega

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“Rheaççauhah Ehm Cadheyeah”. Assim seria o nome do Reação em Cadeia, se ele fosse pronunciado por Jonathan Corrêa, vocalista e guitarrista da banda gaúcha. Jonathan conversou por telefone com o Pílula Pop e comprovou o papo de que, muito em breve, os anos 90 voltarão à tona.

Existe uma leva de bandas que têm uma sonoridade com um quê oitentista, casos de Franz Ferdinand, Strokes e Killers. Porém, o som que respinga nas músicas do Reação em Cadeia fez sucesso nos tempos das camisas de flanela xadrez.

Jonathan é respaldado por opiniões sinceras: “Vai acontecer um revival dos anos 90 logo, pois quem viveu essa fase estará beirando os 30”. Comparar a década passada com a retrasada também é natural. “Vai ser como foi com os anos 80”, resume. Na verdade, o revival dos anos 90 já começou. E não estamos falando do grunge do Reação em Cadeia, é só ligar a TV e ver a banda Calypso e similares. Mas por aqui o assunto é “rhockk”.


Jonathan é o de camisa branca

Pílula Pop: Na música “Propaganda” você diz “cansei de ser um número” e na faixa “Dentro do silêncio” canta “serei quem sou”. Você acha que com o lançamento deste disco isso pode ser mais difícil? O que mudou na banda em Febre Confessional?

Jonathan Corrêa: Eu tenho meio que medo disso, por isso eu gosto de manter os pés no chão. Estou no estúdio é pra gravar meu disco, sem ostentação. A gente está mais maduro e tem o fato de que nos dois primeiros discos a cozinha era outra [este é o primeiro disco com o baterista Elias Frenzel e o baixista Maurício Faria]. Estamos chegando mais próximos do lado mais cru da banda. “O Jantar” é uma das músicas mais pesadas que a gente já fez. Febre Confessional é um disco mais agressivo no som.

Pílula Pop: A sua pronúncia ao cantar é peculiar. Como você chegou até ela? Se inspira em algum cantor?

Jonathan Corrêa: Gosto do Eddie Vedder, e sempre procurei ouvir bandas com o vocal parecido com o dele. Não sou um wannabe do Eddie Vedder, porque não dá nem pra chegar nos pés dele. Mas eu sou influenciado pelo Vedder.

Pílula Pop: Todos associam o Reação em Cadeia com o grunge. Podemos dizer que o reação é pós-grunge?

Jonathan Corrêa: A gente bebe muito na fonte do grunge, que bebeu na dos 70. Pra mim o que tinha que ser feito foi feito até os anos 90. Vai acontecer um revival dos anos 90 logo, quem viveu essa fase vai estar beirando os 30. Vai ser como foi com os anos 80.

Pílula Pop: Que bandas influenciaram vocês? Desde o começo era grunge?

Jonathan Corrêa: No começo da banda a gente tocava bastante Silverchair, Stone Temple Pilots, Counting Crows, Wallflowers… A gente mistura o lado pesado (Nirvana, Pearl Jam) com o lado country rock, que é bastante forte.


Jonathan tem cara de mal na foto, mas é bem simpático ao telefone

Pílula Pop: Como surgiu o Flannel Army [este é o nome do fã clube oficial/ street team do Reação em Cadeia]? Qual o porquê do nome?

Jonathan Corrêa: Eu estava lendo uma revista gringa que era um especial sobre o Kurt Cobain. E a revista falava de um novo exército, que seria o de camisas de flanelas. Nos nossos shows, o público costuma levantar camisas de flanelas. Parece, então, que a gente faz parte do pós-grunge.

Pílula Pop: Vocês conhecem outras bandas “pós-grunges” nacionais novas?

Jonathan Corrêa: Detonautas está muito nessa praia, tem umas quedas parecidas com Stone Temple Pilots. A gente também ouviu muito Stone Temple Pilots quando gravou este disco.

Pílula Pop: Vocês também são amigos da banda Cacos, do Rafa, VJ da MTV...

Jonathan Corrêa: O Rafa é fissuradão no Pearl Jam. Ele até fez uma tatoo depois do show que rolou...

Pílula Pop: Há um papo de que no Rio Grande do Sul existe um universo paralelo (Comunidade Nin Jitsu, Ultramen, Bidê ou Balde). Acontece isso com vocês?

Jonathan Corrêa: Infelizmente tem uma barreira. O Brasil é um país muito grande. Se o Bidê ou Balde cantasse em inglês, estaria tocando em tudo quando é lugar possível. O legal é começar a ter mais abertura aqui no Sul com mais shows de rock de bandas de outros estados.


Reação vai à praia

Pílula Pop: Vocês estão confirmados pro Festival Mada, e tocaram recentemente no Porão do Rock. Como é tocar em grandes festivais?

Jonathan Corrêa: Muita galera conhece a gente pela Internet e por isso canta as músicas nos shows. É sinal de que a gente está trampando de uma forma certa. É irado também compartilhar o palco com um monte de banda.

Pílula Pop: Vocês foram escalados para o Berço Pop Rock, em BH. Neste show vocês serão apresentados ao público mineiro junto com os cariocas do Ramirez e com a Pitty fechando o evento. O que vocês acham de serem apadrinhados pela Pitty?

Jonathan Corrêa: É maluco, a gente já fez shows junto com a Pitty: teve um festival em Tubarão (SC) e teve o Planeta Atlântida (RS). Meu pai é caminhoneiro e viaja sempre pra BH. Ele passa muita informação, fala que a gente está tocando nas rádios daí...

Pílula Pop: Vocês sabem se estão confirmados para o festival Pop Rock Brasil, em BH?

Jonathan Corrêa: Não sabemos ainda. Empolgado eu estou, e a galera também está. Vamos ver.

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