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Relações Amistosas

por Braulio Lorentz

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Charles Master (baixo e vocal) e Luis Henrique Tchê Gomes (guitarra e vocal) são o núcleo base da banda TNT, que surgiu na década retrasada. O baterista Fábio Ly completa o time que lançou um disco ao vivo em 2003 e outro de inéditas em 2006, chamado Um por todos ou todos por um.

“A fusão das idéias e a reunião de informações” de Master e Tchê são, de acordo com a definição dos próprios, o que é o TNT hoje. “Ao longo dos tempos uns saíram, outros entraram, até chegarmos ao lançamento deste novo disco”, aponta Tchê, guitarrista da banda que é gaúcha, tchê!

Com a exceção do mineiro Henrique Portugal, tecladista do Skank, todos os seres que têm ligações com o TNT são do Rio Grande do Sul. O Pílula Pop faz uso dessas relações amistosas superbacanas para contar os casos da banda.


Clima bucólico na foto do TNT

Charles começa falando sobre a Graforréia Xilarmônica:

“Eu considero que a gente tem uma relação próxima com a Graforréia. Os caras da banda são ex-colegas do Tchê”.

Charles emenda e coloca o Júpiter Maçã no papo:

“A gente compôs todo o repertório do primeiro disco com o Júpiter Maçã [Flávio Basso]. Éramos amigos de infância, crescemos juntos e tal. Quando a gente assinou contrato o Flávio sempre preferiu aquela história mais alternativa e disse: ‘Putz, acho que não estou preparado e não vou gravar o primeiro disco com o TNT’”.

O Graforréia volta a ser o assunto:

“Ele saiu fora. Daí eu convidei o Tchê, que tocava na Graforréia, que tinha um outro nome... Era Prisão de Ventre, uma banda de colégio. Como a gente ia gravar um disco e as músicas já eram executadas de uma forma legal no Rio Grande do Sul, começamos a ter agenda de shows. A gente ensaiva no mesmo estúdio onde o Tchê trabalhava”.

Os dois dão risada... Na verdade, Tchê não trabalhava no estúdio. Ele namorava uma guria que trabalhava por lá:

“Quando tinha ensaio, o Tchê estava sempre no estúdio. A gente até achava que o cara trabalhava no estúdio, porque ele passava o dia inteiro lá... Mas depois soubemos que era por outro motivo. Quando o Flávio saiu, foi muito mais fácil tocar com quem já conhecia nossas músicas. A gente achava legal o astral do Tchê no palco. Então, essa é nossa relação com a Graforréia, que não era Graforréia ainda”.


A banda sai da floresta e vai pro estúdio

Agora é a vez de Charles contar as relações com os Replicantes:

“Os Replicantes eram superfãs do TNT. Quando eles lançavam disco, eles convidavam a gente pra abrir. Era uma relação de muita amizade e carinho. Frenqüentávamos os mesmos bares. Eles eram mais velhos do que nós e a gente tinha que entrar meio escondido pois nós éramos menores: quando a gente veio morar no centro do país nós tínhamos 15 e 16 anos. E os ‘Repli’ foram meio que os nossos pais. Então, a gente caía na gandaia com eles. Eles nos levaram pros shows, pros bares da galera do rock”.

Gerbase, que integrou o Replicantes, ganha espaço na prosa de Charles:

“Depois a gente se afastou por um grande tempo e eu encontrei com o Gerbase na Faculdade de Jornalismo da PUC, em Porto Alegre. Eu concluí o curso em 97 e o Gerbase foi o orientador da minha monografia. Eu reencontrei mais que um amigo, um pai”.

Tchê pergunta “E o clipe?” e encontra uma expressão de “Ah, é!” no rosto de Charles:

“E agora ele dirigiu o nosso clipe de ‘Juro que não’. O Gerbase é um cara que conheceu nossa história e a gente achou que iria ficar com mais veracidade a parada. E a nossa gravadora está meio mal de grana e ele cobrou barato”.


Após deitar na selva e tocar no estúdio, é hora de dar entrevista

Para fechar, Tchê conta sobre as ligações com Henrique Portugal, do Skank, que toca em três faixas do novo álbum:

“Eu me lembro que em uma rádio alguém comentou que o Samuel Rosa disse que tinha vinis nossos na coleção dele. Aí a gente começou a se ligar que tinha uma música do Skank que tinha um slidezinho que era até meio parecido com coisas que a gente já tinha feito. Quando a gente foi gravar o disco de inéditas, surgiu o nome do Henrique para tocar uns pianos lá pra gente. O pessoal da gravadora também achou uma idéia bacana. Daí fechou! Eu falei com ele antes desta volta do TNT, pois eu estava desenvolvendo um projeto e chegou o CD na mão dele. Foi despretensioso e quando a gente viu o cara estava no estúdio. Foi show de bola esse link”.

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