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Uma xícara de Blur, dois torrões de Los Hermanos e por aí vai...

por Igor Cupertino

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A velha saga de músicos que saem de suas pequenas cidades e formam bandas a procura de um lugar ao sol continua. Keith Richards e Mick Jagger vieram da interiorana Dartfort: viram as coisas acontecerem e as pedras rolarem. Kurt Cobain, aquele do Nirvana, nasceu na pequena Aberdeen. O resto é (a) história (do grunge). Claro, cada pedra no seu lugar, e neste caso a história ainda nem passou do prefácio.

Há três anos, na pacata Cataguases, cidade a 120 km de Juiz de Fora, os jovens Bernardo (guitarra/vocal) e Tiago “Pé” (bateria) se uniram por gostos musicais em comum e começaram a tocar juntos. Desde então, após o entra-e-sai de integrantes, ficaram Léo (baixo) e Rafael (guitarra), que completam o time da Radiocafé. “Começamos no início de 2004. A idéia principal veio desde 2003. Já era praticamente a Radiocafé, o mesmo esquema, mas tocávamos mais covers de Radiohead, Oasis e Los Hermanos”, conta Bernardo Mendes.


Coloridos, esses meninos...

Apesar das incontáveis dificuldades para uma banda de garagem, a Radiocafé continuou na luta. “A gente dava sangue”, relembra o vocalista. Desde sua formação inicial que a trupe não pára de fazer shows nos mais diversos lugares. “Temos tocado bastante, mas pouco em Juiz de Fora. Aqui a gente tocou muito este ano, considerando o público. A Radiocafé não tem um som tão alternativo, cada show é um show diferente”, diz Bernardo. “A gente faz 50% autoral e 50% cover. Mas não dá pra fazer 50% nosso aqui, porque as pessoas não estão acostumadas. Hoje em dia a gente toca covers de Strokes, Kings of Leon e outras bandas”, completa.

Se o início era marcado por baladinhas românticas e suaves, hoje, a banda toca um rock um pouco mais pesado. “A gente começou uma banda mais relax. Hoje em dia, a gente está mais pro lado do rock alternativo mesmo”, entrega o vocalista. O nome surgiu em um dos shows no qual a banda tocava a famosa “Coffe and TV”, do Blur, influência importante no início da banda e inspiração pro batismo da Radiocafé. Ahan, eu sei que deveriam se chamar “TVcafé”, mas pra isso eles não tinham resposta.


Compenetrados, esses rapazes...

Para os componentes, o panorama musical em Juiz de Fora, apesar de crescer, ainda não é tão aberto para novas bandas. Shows com apenas canções próprias são uma realidade distante para a cidade. Bernardo diz que no Rio de Janeiro a Radiocafé toca de quando em vez, mas sem tantas releituras. Na capital carioca já existe um público que conhece e admira o trabalho da banda.

Atualmente, eles possuem cerca de 20 músicas próprias e registraram seis dessas em estúdio. Além disso, os garotos de Cataguases já gravaram um EP com cinco outras faixas. O objetivo era divulgar a banda, vendendo o rebento a preços populares. “A gente saía, vendia bem baratinho, colocava na Internet. A preocupação era divulgar”, explica Bernardo. A Radiocafé considera a grande rede como uma ótima aliada para divulgação das músicas. Sem a net, o público do Rio talvez nunca teria conhecido o trabalho do grupo.

Com letras que tratam do cotidiano dos integrantes, amor e outros sentimentos, a Radiocafé tem achado o caminho das pedras. Agora é esperar para ver quando eles vão fazer história.

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