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Juiz de Fora é logo ali. Partiu?

por Braulio Lorentz

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No release da banda juizforana Strike são citados Skank, Pato Fu e Sepultura, grupos nascidos em Belo Horizonte. Porém, é notável a identificação e a proximidade (não só geográfica) de Juiz de Fora não com a capital mineira, mas com a carioca. Proximidade que respinga no som do Strike: existe uma certa vizinhança sonora com bandas do Rio de Janeiro como Dibob, Ramirez, Darvin e For Fun. Tal qual o Strike, esses grupos tocam punk pop com letras cheias de tramas adolescentes e despontam ao surfar na mesma onda de nomes gringos como Simple Plan, Panic! At the Disco e Fall Out Boy.

O guitarrista André concorda com essa associação entre sua banda, que ganhou destaque no interior mineiro, e nomes do punk autocolante que foram descobertos no Rio. “Não podemos negar que o Rio é muito importante para nossa carreira, conquistamos um grande público e fomos sempre muito bem recebidos”, conta. Cadu (baterista), Fábio (baixista), Marcelo (vocalista) e Rodrigo (o outro guitarrista) fazem questão de dizer que bebem mais diretamente na fonte ao apontar suas principais influências: “Stooges, MC5, Blink 128 e The Ataris”.


Strike alegre: muitas cores e muita graça

O som é punk pop despojado que deixa a impressão de ser feito por cariocas, mas essas não são as únicas características do Strike. “O diferencial talvez seja incorporar elementos eletrônicos com pitadas de rap, drum´n bass e ragga muffin”, aponta André. Desde o começo, com shows em casas de Juiz de Fora, era fácil perceber que os cinco rapazes trocariam fácil o prefixo (32) pelo (21) em seu telefone de contato para apresentações.

Quem ainda não tinha provado uma fatia do bolo punk pop era a gravadora Deckdisc, a mesma que lançou Pitty, Gram e Matanza, que fazem um som que sequer passa perto do punk de garotada que o Strike faz. O quinteto de Juiz de Fora provoca moshs desde 2003 e é o mais novo contratado da gravadora carioca. “Sabíamos que faltava uma banda do nosso estilo no casting [da Deckdisc]. Começamos a divulgar quatro músicas na Internet e despertamos interesse de gravadoras e selos independentes. Depois de várias propostas, o produtor Rafael Ramos escutou o som através de um amigo em comum e assistiu ao nosso show”, explica. Não demorou muito para o convite ser feito, para a banda dizer sim e partir para o estúdio.


Strike triste: poucas cores e pouca graça

A mais pegajosa música do grupo mineiro, “Aquela História”, entrega a que veio nos versos de seu refrão: “Foi você que fez meu mundo desandar / Me fez perder ao te encontrar”. A primeira música de trabalho, “Paraíso Proibido”, não é muito diferente disso. A faixa ganhou clipe dirigido por Bruno Murtinho, que já trabalhou em vídeos de Jota Quest, Detonautas e O Rappa. Junto com o clipe vem o disco de estréia, que está em fase final de gravação. “Está sendo gravado no Tambor, estúdio da Deckdisc, que oferece uma infra-estrutura muito boa. Trabalhamos muito na procura dos timbres certos e na melhor maneira de gravarmos as canções”, diz André.

Goste ou não goste, prepare-se para ouvir muito este nome. E já vá também se acostumando com a confusão sobre a origem mineiro-carioca do Strike. Partiu, uai? Já é, sô.

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