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A garota do cachorro ao lado

por Fernando Guerra e Daniel Oliveira

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Na telona, a moça não hesitou em seduzir marmanjos e cachorros Brasil afora. Mas rejeita o título de sex symbol. Modelo de pés, ela faz questão de mantê-los no chão. Foi também como uma modelo que Tainá Müller, com seus 25 anos, estreou no cinema arrebatando prêmios e afastando o preconceito que costuma assombrar quem divide as duas profissões.

O Pílula Pop foi atrás do blog da garota-revelação 2007 que, como aquela dona que dá pouca ração ao cachorro para que ele fique rodeando com cara de dó, concedeu-nos uma sessão homeopática de perguntas e respostas.


A moça e seu cachorro cinematográfico.

Pílula Pop: Atrizes iniciantes normalmente buscam inspiração em veteranas ou ícones do teatro, cinema e TV. Quais são suas atrizes favoritas? Você se espelha/inspira em alguma delas? Gostaria de trabalhar com alguém em especial?

Tainá Müller: Estou adorando a oportunidade de trabalhar com grandes atrizes e ver de perto como elas fazem o ofício parecer tão simples. Ouvir dicas de um ícone como a Cleide Yáconis, por exemplo, é um privilégio. Agora, dizer quais são minhas atrizes favoritas é como dizer quais músicas, filmes ou livros eu mais gosto, uma pergunta impossível de se responder sem uma lista injusta.

Pílula Pop: O Beto Brant tem uma atenção muito grande com o ator e a Janaína Kremer nos disse que houve muita improvisação e colaboração dos atores no “Cão”. Como foi passar desse processo para uma novela da Globo, em que tudo é corrido?

Tainá Müller: Fazer essa novela está sendo um grande aprendizado. Realmente, o ritmo do cinema e da TV são diferentes. Mas eu acho que o lado bom da "correria" é que o ator aprende a estar pronto muito por ele mesmo na hora de gravar. E fazer isso tranquilamente não é exatamente fácil, pelo menos no início.

Pílula Pop: O Rodrigo Santoro e a Alice Braga são exemplos de novos talentos em ascensão internacional. Você tem algum interesse nesse sentido?

Tainá Müller: Antes de fazer qualquer plano do tipo, tenho que realizar no Brasil um trabalho para ser reconhecido fora dele.

Pílula Pop: O filme tornou a sua personagem maior do que a do livro, rendendo cenas marcantes como a interpretação de Moonshiner da Cat Power. Como essa transformação aconteceu? Qual sua opinião sobre a Marcela?

Tainá Müller: Não sei se a personagem ficou maior no cinema do que na literatura. São perspectivas diferentes. A Marcela da literatura é imaginada pelo leitor e a do cinema tem o apelo visual. O Beto e o Renato queriam uma cena de intimidade do casal. Nos ensaios, acabou surgindo a idéia de cantar e eu sugeri a música.


I've been a moonshiner/For seventeen long years/I spent all my money on whisky and beer...

Pílula Pop: Soube de coincidências entre a história e o seu relacionamento com o autor, Daniel Galera. As semelhanças entre Marcela e Tainá ajudaram ou foram um obstáculo na hora de atuar?

Tainá Müller: Coincidências entre a história e meu relacionamento com o autor, acho que só eu ou ele podemos afirmar se existem ou não, certo? Existiu uma grande coincidência na minha vida, que foi ter virado modelo tempos depois do livro já publicado. Fora isso, nunca freqüentei um apartamento vazio, muito menos de um cara com um cachorro. E nunca tive câncer. Minhas semelhanças com a Marcela se resumem à vontade de viajar, apenas um aspecto da personagem.

Pílula Pop: O que você tem escutado no seu MP3 player?

Tainá Müller: No momento: Coco Rosie, Edith Piaf, Amy Winehouse, Chopin, Apollo Nove, PJ Harvey, Baden Powell, a trilha sonora do filme "Frida", Johana Newson e a trilha sonora do filme "Coração Selvagem".

Pílula Pop: E no cinema? Tem visto algo bacana?

Tainá Müller: O último que achei bacana foi um francês, o "Medos privados em lugares públicos".

Pílula Pop: Quais são seus próximos projetos?

Tainá Müller: Nenhum que já possa ser comentado. :)

Pílula Pop: Bônus track: Você tem cachorro? Se sim, quem cuida de quem?

Tainá Müller: Não tenho cão e não tenho dono (risos).

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