O discurso do rei

“A rede social”, entre várias outras coisas, é sobre a destruição de uma amizade. “O discurso do rei” é sobre a construção de uma – entre Bertie (Firth), um futuro rei George VI gago e inseguro, e Lionel Logue (Rush), o terapeuta que vai curar a fala dele e ajudá-lo a encontrar a voz que guiará o Reino Unido contra a Alemanha nazista.

A Sorkin o que é de Sorkin.

A luta continua

Apesar de já ser 98% certo que “O discurso do rei” será o grande vencedor do próximo Oscar, algumas migalhas ainda sobrarão para os concorrentes. “A rede social” garantiu o seu principal nicho neste fim de semana, rendendo a Aaron Sorkin o prêmio do Sindicato dos Roteiristas de melhor script adaptado. A premiação aconteceu no sábado à noite. Na sexta-feira, Sorkin ganhou também o prestigiado Scripter Award, concedido pela USC ao roteirista e ao autor do livro da melhor adaptação literário-cinematográfica do ano.

O Vencedor

“O Vencedor” tem escrito no DNA “filme para prêmios”. Está tudo lá: história real, esporte redentor (e ainda por cima o boxe…), família desajustada, um viciado em drogas, astros em papéis dramáticos, um diretor tido como acabado em um retorno triunfal.

Suck it, Fincher...

I can see clearly now…

É, “A rede social”… fudeu. O inglês Tom Hooper, diretor de “O discurso do rei”, bateu David Fincher na premiação do Sindicato dos Diretores na noite de ontem, levando a principal estatueta da noite e derrotando o maior adversário no último refúgio da Academia que ele ainda esperava dominar. A vitória surpresa deixou praticamente certo que o longa sobre o monarca britânico será eleito melhor filme na noite do próximo dia 27, com enormes chances de ganhar também o careca de diretor. Em 64 anos, o Oscar de melhor direção e o prêmio do Sindicato não coincidiram apenas seis vezes.

Arte.

Lixo extraordinário

Logo no início (a parte menos interessante) de “Lixo extraordinário”, Vik Muniz diz que o que mais o incomoda no Brasil é “a classe rica, educada, se achar melhor que os outros [os pobres]”. É uma colocação que soa superficial e meio estúpida, já que esse não é um defeito exclusivo do país, nem é de longe seu maior problema. E especialmente porque algumas falas do artista sobre o projeto que pretende desenvolver e sua atitude inicial, “evangelizadora” e paternalista, com os personagens que vai retratar reflete essa mesma arrogância – algo que ele próprio admite mais tarde.

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