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HQs da semana: 26 de janeiro

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1 de fevereiro de 2011

Quadrinhos, Receituário

Depois de algumas quartas-feiras fraquinhas, eis que 2011 decola com uma semana cheia de lançamentos. Já falamos sobre a edição especial “Fantastic Four #487”, que repercutiu até mesmo na mídia mainstream com a morte de um dos integrantes da equipe. Outro dos principais destaques da semana é “Action Comics #897”, em que o competente roteirista Paul Cornell continua a narrar a busca de Lex Luthor por um anel dos Lanternas Negros.

Neste mês a procura leva o vilão calvo à cela do Coringa no Asilo Arkham, e a interação entre Luthor e o Palhaço do Crime é impagável. “Sabe”, diz o Coringa, “eu acho que se eu conseguisse matar o Batman, estaria salvando o mundo!” Ao que Luthor responde: “Interessante. Uma fantasia semelhante à minha própria certeza de… Oh.” E o Coringa explode em risadas: “Oh, os ricos e poderosos! Sempre demoram a perceber que estão sendo gozados!“

Apesar dos diálogos inspirados, a edição peca pela falta de ação, consistindo quase que inteiramente na conversa entre os vilões. Além disso, esse arco de histórias não só tem se alongado demais, como parece que a trama em pouco avançou nas últimas edições. Fica a expectativa para o retorno do Homem de Aço ao título que o trouxe ao mundo, com o número 900.

Essa foi também uma semana generosa para os fãs dos mutantes da Marvel, com “X-Men #7”, “Uncanny X-Men #532”, “Uncanny X-Force #4”, e “Age of X: Alpha #1”. Os dois primeiros continuam as histórias mensais da equipe liderada por Ciclope.

Em “X-Men #7”, parte do grupo vai até Nova York ajudar o Homem-Aranha a enfrentar o Lagarto, como parte de um esforço de relações públicas. Já “Uncanny X-Men #532” dá seguimento à trama envolvendo uma quarentena em Utopia, com boa parte dos mutantes de castigo, sobrando para um pequeno grupo liderado por Tempestade cuidar de emergências em San Francisco. Nada de especialmente genial, mas também nenhuma atrocidade.

“Uncanny X-Force #4” encerra o primeiro arco de histórias do novo grupo, já sem a energia das primeiras edições. A caracterização dos personagens, que havia sido o forte do novo título, acaba perdendo força aqui, com um Deadpool sem graça e um Fantomex unidimensional.

“Age of X: Alpha #1” marca a estréia do novo crossover mutante, uma espécie de reciclagem do conceito de A Era do Apocalypse, mas agora com uma realidade paralela em que a equipe dos X-Men nunca foi formada. A reformulação de alguns personagens é interessante – como o caso de Ciclope (aqui chamado de Basilisco), aprisionado por Arcade e utilizado como arma para a execução de prisioneiros mutantes. Mas em geral, a sensação que fica é um gostinho de comida requentada. Quem já viu uma história de realidade alternativa dos X-Men, já viu todas.

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