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Amor a Toda Prova

por

26 de agosto de 2011

Cinema, Receituário

Crazy, Stupid, Love

EUA, 2011

  • Dir: Glenn Ficarra, John Requa
  • Elenco: Steve Carell, Ryan Gosling, Julianne Moore, Emma Stone, Marisa Tomei, Kevin Bacon

Avaliação: ★★★½☆ 

“Amor a Toda Prova” junta a velha (e não necessariamente boa) tradicional comédia romântica com a já estabelecida estética indie de hoje em dia. Essa mistura resulta em um filme que está mais para “Minhas Mães e Meu Pai” do que para os filmes com o Adam Sandler.

Cal (Carell), escuta da boca da própria esposa (Moore) que ela o traiu e quer o divórcio. Desnorteado, ele passa a frequentar um mesmo bar todas as noites, o que o faz motivo de pena para Jacob (Gosling), o pegador do pedaço que resolve ensinar suas “manhas” para o recém-divorciado. A trama típica de comédias bobas (“Hitch”, alguém?) ganha um adendo com duas tramas paralelas que envolvem uma jovem (Stone) namorada de um cara sem graça e o filho pré-adolescente de Cal apaixonado pela sua babá.

Glenn Ficarra e John Requa (“O Golpista do Ano”) seguram bem a direção, equilibrando as diferentes tramas com igual interesse até o momento inevitável em que elas devem se encontrar. Mas há altos e baixos na história, especialmente o final previsível que descamba para o humor físico, esse sim, típico das comédias de Adam Sandler.

- Você vem sempre aqui quando não está salvando pessoas?
- Você vem sempre aqui quando não está salvando pessoas?

Mas se “Amor a Toda Prova” é uma comédia acima da média isso se deve principalmente ao seu elenco. Steve Carell vem se aprimorando cada vez mais como o pobre coitado que toma sempre decisões equivocadas, e Ryan Gosling parece se divertir como nunca em um personagem bastante diferente daqueles que costuma encarnar. As mulheres não deixam por menos: enquanto Julianne Moore é responsável pelos principais momentos dramáticos do filme, Emma Stone é um misto de doçura com sexualidade que justifica as reviravoltas pelas quais a história vai passar.

O entrosamento entre os atores faz funcionar com facilidade o roteiro que brinca o tempo inteiro com a alegria da realização sendo sempre frustrada: não é possível amar e ser feliz ao mesmo tempo? As três histórias paralelas (quatro, se acrescentarmos a entrada em cena do personagem de Kevin Bacon) tratam dessa nossa incapacidade da realização plena, de estarmos felizes ao mesmo tempo em todos os setores da vida.

Bons diálogos, excelentes atuações e texto interessante. Precisa de mais? Precisa. O final convencional não combina com toda a abordagem mais arriscada que foi construída até ali. Apesar disso, “Amor a Toda Prova” é, desde já, uma das melhores comédias do ano.

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