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Hugh Jackman

por Renné França

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Carinha de quem tá gostando demais.
Ano 2000. Última semana de filmagem de “Missão Impossível 2”. Dougray Scott, vilão da aventura, machuca o braço em uma luta com Tom Cruise e cria um belo problema para a Fox e seu novo filme. Com orçamento apertado e cronograma fixo, “X-Men” não poderia esperar a recuperação do ator escocês e o diretor Bryan Singer foi obrigado a começar as filmagens sem seu protagonista, o mutante Wolverine.

O destino conspirava para que o popular personagem dos quadrinhos ganhasse corpo no desconhecido australiano Hugh Michael Jackman: bastou um teste ao lado de Anna Paquin e Singer se convenceu de que ali estava a encarnação perfeita do herói.

O resto é história. “X-Men” abriu a porta para o sucesso estrondoso das adaptações de HQs e Jackman se tornou um astro. Novos projetos foram oferecidos ao ator, de “A Senha: Swordfish” a “Kate & Leopold”, que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro. O hype em torno da revelação australiana só aumentou com “X-Men 2”, sequência superior que trouxe o já astro com a responsabilidade de ancorar a aventura em seu personagem.

O poder trouxe benefícios e também problemas: a vontade de estrelar uma superprodução sem coadjuvantes de peso resultou no equivocado “Van Helsing”. Já o musical da Broadway “The Boy From Oz”, que contava a vida do cantor australiano Paul Allen, foi sucesso de público, crítica e representou o retorno do astro aos palcos.

Nascido em Sydney em 12 de outubro de 1968 como o caçula de cinco irmãos, Jackman foi frentista, estudou jornalismo e animou festas vestido de palhaço. Até que um dia, uma bruxa (!) lhe disse que se ele se concentrasse em atuar, acabaria se tornando um grande astro. E foi o que ele fez.

No teatro, ficou conhecido em sua terra com as montagens de “Sunset Boulevard”, “A Bela e a Fera” e “Oklahoma!”. Atuou em seriados e produções independentes australianas até Wolverine entrar em sua vida. Trabalhando com diretores como Christopher Nolan, Darren Aronofsky e Woody Allen, além de emprestar sua voz para animações como “Happy Feet”, o astro parece tentar uma constante reinvenção, ao mesmo tempo em que não larga o seu personagem mais icônico, como comprova o lançamento de “X-Men Origens: Wolverine”.

Casado, pai de dois filhos, fã de Barbra Streisand e eleito pela revista People “o homem mais sexy do planeta” em 2008, Jackman apresentou a cerimônia do Oscar de 2009 sapateando e cantando, sendo um dos poucos que saíram ilesos da bomba “Austrália”. Nada mau para alguém cujo interesse pelo cinema começou com a vontade de interpretar o assassino Jason da série “Sexta-Feira 13”. Quem sabe?

Carinha quero ser o James Dean australiano.
Filmografia

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