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Johnny Depp

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Feio.
John Christopher Depp II começou sua carreira no cinema por acaso. Depois de uma fracassada tentativa de sucesso na música com a banda The Kids, pela qual ele abandonou o colégio aos 16 anos, ele foi apresentado por sua primeira esposa, Lori Anderson, ao ator Nicolas Cage, que o convenceu a assinar um contrato com seu agente.

Nascido em 9 de junho de 1963 em Owensboro, Kentucky, Depp teve sua estréia na telona no terror adolescente “A Hora do Pesadelo”, de Wes Craven, em 1984 (detalhe: seu personagem é comido por uma cama). Seu próximo passo foi fazer uma série canadense fracassada – Anjos da Lei – se tornar um sucesso na Fox TV nos anos 80, durando mais de 4 anos. Com ela, o ator se tornou um ícone jovem, encarnando o símbolo do cool e de uma atitude demasiadamente rock’n’roll para os padrões certinhos do cinema norte-americano.

Essa atitude o fez partir para papéis mais desafiadores – esquisitos, na verdade – melhor representados pela sua parceria com Tim Burton. Com ele, fez “Ed Wood”, “Edward Mãos-de-tesoura” e “A Lenda do cavaleiro sem cabeça”, vivendo personagens fantásticos, quase à parte da realidade, pelos quais ganhou o respeito da crítica, que o apontava como um dos atores mais originais de sua geração.

Em 1997, Depp estreou na direção com o longa “O Bravo”, contando com uma participação especial de ninguém menos que Marlon Brando (eles haviam contracenado em “Don Juan deMarco”). Meio despercebido pelo público, o filme foi selecionado para o Festival de Cannes daquele ano.

O ator nunca se afastou do mundo dos acordes, mantendo um clube para “apreciação de música” em LA: o Viper Room. Lá, ele toca esporadicamente com sua banda, P, que lançou seu primeiro disco em 1995.

Em 1999, Depp foi homenageado com um Cesar – o Oscar francês – pelo conjunto de sua carreira. Foi indicado ao Oscar em 2004, pela performance hilária do pirata mais ambíguo do cinema – o afetado Jack Sparrow, de “Piratas do Caribe”, inspirado no roqueiro Keith Richards, de quem Depp é amigo. Em 2005, o casamento sem sexo com Tim Burton rendeu o ótimo remake do clássico “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (numa atuação, digamos, mais Michael Jackson) e a animação A noiva cadáver. O ano ainda foi coroado com sua segunda indicação ao Oscar, como o autor de “Peter Pan” no longa “Em busca da Terra do Nunca”, de Marc Forster.

Alçado ao ápice da cadeia hollywoodiana com os bilhões arrecadados pela franquia Piratas do Caribe e o respaldo de atuações como em O libertino, Depp ainda permanece o conflito entre o outsider rebelde e o rosto de galã adolescente. Ao contrário da badalação e superficialidade de LA, vive em Paris com a família - a mulher Vanessa Paradis e os filhos Lily-Rose Melody e Jack. Seu próximo rebento, porém, vem do casamento com Burton no musical Sweeney Todd, assassinando hipócritas com uma navalha de barbeiro - e servindo os cadáveres no jantar. Algo bem, assim, Johnny Depp.

Feio e meio.
Filmografia:

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