Busca

»»

Cadastro



»» enviar

Kate Winslet

por Daniel Oliveira

receite essa matéria para um amigo


Definição de versatilidade: de mãe
suburbana em “Pecados íntimos”...
Com 33 anos, Kate Elizabeth Winslet tinha protagonizado o filme de maior sucesso da história. E era a primeira atriz indicada seis vezes ao Oscar com aquela idade. Não satisfeita, ela também era a mais jovem indicada a dois carequinhas – aos 22, com “Titanic”. E mais: só em duas ocasiões, atrizes diferentes foram indicadas ao Oscar pelo mesmo papel no mesmo longa. Winslet estava em ambas – o filme do navio que afunda, mais uma vez (com Gloria Stuart), e “Iris” (com Judi Dench).

Ainda assim, a inglesinha talvez seja lembrada pela piada infame de que se ela fosse “um pouquinho mais magra”, o Dicaprio caberia naquela prancha de madeira e não precisaria morrer no final.

Nascida em Reading, Inglaterra, em 1975, Winslet foi uma criança (e uma adolescente) gordinha e seu apelido era Blubber (gordura de baleia). Descendente de uma família de atores, sempre soube que queria ser atriz e começou a carreira no teatro e em séries da TV britânica, no início dos anos 90. Em uma delas, Anglo Saxon Attitudes, ela interpretou a filha de uma escultora – e percebeu que só a tinham escolhido porque a atriz que fazia sua mãe era “acima do peso”.

Foi quando Winslet decidiu que seria ela mesma, e não seu peso, que definiria sua carreira. E que decisão. Desde a estréia no cinema, em “Almas gêmeas” – primeiro filme “sério” de um tal Peter Jackson – até hoje, a atriz não deixou dúvidas de seu talento e versatilidade.

Ela fez drama de época, em “Razão e sensibilidade”; thriller de guerra, em “Enigma”; e interpretou uma personagem que é a síntese dos anos 00, em “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”. Achando pouco, a moça já ganhou um Grammy em 2000, pela locução de um álbum infantil. E chegou ao topo das paradas britânicas com o single de “What if”, que cantou no filme “Christmas Carol”.

A atriz ainda é conhecida por ser desbocada e por batalhar contra o estereótipo de beleza esquelética divulgado por Hollywood e pela indústria da moda – criticou abertamente uma revista que “diminuiu” suas curvas digitalmente, fazendo-a parecer mais magra. E também pelo bom humor. Em um episódio da série britânica “Extras”, ela interpretou a si mesma, afirmando que só havia aceitado o papel de uma freira nazista porque lhe daria melhores chances no Oscar.

Vencedora de dois globos de ouro (melhor atriz/drama e melhor coadjuvante) na cerimônia de 2009, e na expectativa de mais uma indicaç(ões) ao Oscar, a atriz afirma que “depois de cada filme, sempre me pergunto: quão diferente eu posso ser? Esse papel vai me desafiar, inspirar e fazer amar meu trabalho mais do que já amo?”. Receita de sucesso de um dos rostos mais expressivos do cinema atual.

...a inglesinha romântica em “O amor não tira férias”.
Filmografia
  • O leitor (2008)
  • Foi apenas um sonho (2008)
  • Por água abaixo (2006), voz
  • O amor não tira férias (2006)
  • A grande ilusão (2006)
  • Pecados íntimos (2006)
  • Romance & cigarettes (2005)
  • Pride (2004) (TV)
  • Brilho eterno de uma mente sem lembranças (2004)
  • Em busca da Terra do Nunca (2004)
  • Plunge: The movie (2003)
  • A vida de David Gale (2003)
  • War game (2001), voz
  • Iris (2001)
  • Christmas Carol: The Movie (2001), voz
  • Enigma (2001)
  • Contos proibidos do Marquês de Sade (2000)
  • Fogo sagrado (1999)
  • Faeries (1999), voz
  • O expresso de Marrakesh (1998)
  • Titanic (1997)
  • Hamlet (1996)
  • Paixão proibida (1996)
  • Razão e sensibilidade (1995)
  • Um garoto na corte do rei Arthur (1995)
  • Almas gêmeas (1994)

» leia/escreva comentários (15)