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Amar é...

Tudo perdoado (Tout Est Pardonné, dir. Mia Hansen-Love, França, 2007)

por Mariana Marques

Fotos: Divulgação

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"Tudo perdoado" é o longa de estréia de Mia Hansen-Love. É dela também o roteiro, que à primeira vista não parece assim tão interessante: na tentativa de escapar de uma crise matrimonial, Victor (Paul Blain) e Annete (Marie-Christine Friedrich) se mudam de Viena para Paris com a filha pequena. Annete carrega a tarefa de sustentar a família, enquanto Vitor não encontra inspiração para escrever e vive se drogando.

A história é contada através de pequenos detalhes, que revelam a dificuldade do relacionamento. Na Áustria, país de Annete, ela fala alemão. Vitor responde em francês, ainda que saiba falar a outra língua. A mudança de ambiente reflete no amor e vice-versa. As diferenças físicas entre o apartamento de Viena - mais claro e espaçoso - e o escuro apartamento de Paris - onde sempre está frio – servem de metáfora para as transformações do casal.

Os atores merecem destaque, principalmente Constance Rousseau, que interpreta a filha adolescente. Ao reencontrar o pai e dizer que "a memória distorce as dimensões", sabemos que ela não se refere apenas às dimensões físicas. Seu olhar sinuoso indica a falta de lembranças, ao mesmo tempo em que denuncia um desejo de (re)conhecê-lo. Em suma: "Tudo está perdoado" conta de forma bela e simples sobre como amar se transforma em conflito quando convive com a necessidade do perdão.

Confira no Indie:

10.10 _ 18:50 _ Usina 3

12.10 _ 16:45 _ Usina 3

13.10 _ 16:00 _ CHM

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