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Simplesmente insuportável

21.02.10

por Daniel Oliveira

Idas e vindas do amor

(Valentine’s day, EUA, 2009)

Dir.: Garry Marshall
Elenco: Jennifer Garner, Ashton Kutcher, Anne Hathaway, Julia Roberts, Bryce Robinson, Jamie Foxx, Jessica Biel, Taylors Lautner & Swift

Princípio Ativo:
preguiça & astros

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Pra não dizer que não falei de flores, começo com a melhor única boa cena de “Idas e vindas do amor”:

1- Julia (Garner) confronta o namorado casado (Dempsey, aka McDreamy), durante seu jantar de dia dos namorados com a esposa.

É a única parte do filme em que a roteirista Katherine Fugate tirou a bunda da cadeira e tentou escrever uma sequência que não se apoiasse preguiçosamente no elenco estelar. Dito isso, enumero os 10 piores momentos dessa bomba, classificados de acordo com uma escala reservada para os piores filmes já feitos.

1- Qualquer cena com Ashton Kutcher usando um moletom rosa bebê e bancando o romântico inveterado. O cara que fez “Punk’d” como um donzelo de coração puro que acredita no amor, além de totalmente inverossímil, é pura #Vergonhaalheia.

2- QUALQUER cena com os Taylors (Swift & Lautner). Aquela menina fez um botox infeliz? Quem deixou ela fazer um filme? Cada vez que os dois aparecem na tela você tem #Vontadedemorrer.

3- A cena em que Jessica Biel dá um piti e se joga nos braços de Jamie Foxx porque acha que vai ser solteirona para sempre. Tudo que você consegue pensar é: “filha, se olha no espelho” e #Vontadedeirembora.

4- A tentativa de metalinguagem barata do diretor Garry Marshall na reconciliação dos personagens de Hector Elizondo e Shirley MacLaine, enquanto um filme dela é exibido ao fundo. O diálogo é ruim e você tem #Vergonhaalheia pelos dois.

5- A última cena de Julia Roberts, quando você percebe que metade da participação dela no filme estava no trailer. #preguiçosa #Vontadedeirembora.

6- A hipocrisia de colocar um casal gay no filme, por um mero sistema de cotas, e cortar quando os dois vão se beijar. #Vontadedeirembora.

7- Todas as outras tentativas patéticas de cumprir o sistema de cotas com minorias (mexicanos, indianos...) em cenas e/ou piadas simplistas e estereotípicas que dão #vergonhaalheia.

8- A cena em que Reed (Kutcher) se dá conta de que ama uma garota porque ela é “como um raio de sol”. Ahan, Wando. #Vontadedemorrer.

9- Ou aquela em que a jovem bonita (Emma Roberts, sobrinha da Julia) conta que vai fazer sexo pela primeira vez para uma mulher feia, que se torna invejosa, esquisita e semipsicótica. Afinal, seres humanos normais não fazem sexo. Nem têm namorados. E são esquisitos. E semipsicóticos. #Vontadedeirembora.

10- Por fim, a lição da professorinha Julia sobre um tal padre Valentino que, mesmo com uma proibição do imperador na Roma Antiga, teria casado seus fiéis porque “acreditava no amor”. Dica para a roteirista: quando for fazer outro filme desses, aprenda pelo menos que o amor romântico foi inventado no século XII. #VergonhaalheiaVontadedeiremboraemorrer.

Mais pílulas:
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Para os series geeks, McDreamy & Sidney Bristow.

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