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Os Amigos dos Amigos

17.08.10

por Igor Costoli

Os mercenários

(The Expendables, EUA, 2010)

Dir.: Sylvester Stallone
Elenco: Sylvester Stallone, Jason Statham, Jet Li, Bruce Willis, Mickey Rourke, Dolph Lundgren, Terry Crews, Eric Roberts, Giselle Itié

Princípio Ativo:
O bonde do Sly

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Dentro de sua filmografia, o termo que me ocorre para o novo filme de Stallone é medíocre. Não no sentido ofensivo mais comum, mas na acepção original da palavra: mediano. “Os Mercenários” não faz jus aos memoráveis momentos de sua carreira, mas também não é a pior coisa que ele já fez.

Stallone é Barney Ross, líder de um grupo de ex-combatentes mercenários – ganham a vida literalmente matando e cumprindo missões sob encomenda - que recebem proposta para agir na ilha de Vilena, comandada por um ditador que seu contratante quer ver morto por uma questão de negócios. Em uma ação de reconhecimento com Lee Christmas (Statham), seu disfarce é descoberto e eles deixam o lugar com: uma conclusão (o trabalho não vale a pena), uma impressão (de que a razão do serviço é mais complexa do que parece) e uma dúvida (vale a pena voltar lá e explodir tudo por amor?).

Giselle Itié entra na história dentro do sistema de cotas para mocinha local, com sua beleza exótica e inglês meio Borat que cativa o protagonista. E, quando mais nada no roteiro faz sentido, lá vão os mercenários mostrar que têm valores, ainda que eles sejam assassinato e amizade.

O que faz o filme valer está no cartaz. Stallone é uma senhora grife - e tem senhores amigos. É quando o roteiro falha que faz diferença você acreditar em Statham e Lundgren como caras maus, ou que Jet Li luta muito. Costume. Do mesmo modo, o único de quem se espera atuação de fato é Rourke – que consegue fazer algo com uma meia dúzia de diálogos vagabundos. São os nomes escolhidos para o elenco que seguram nossa (já pouca) fé na história.

Ainda assim, não é possível desenvolver todos os personagens e a pequena ponta de profundidade que a maioria ganha não é suficiente para nos importarmos com eles. Ou seja, apenas o carisma dos atores os mantém interessantes. Esperava de Terry Crews um escape cômico mais presente, mas já imaginava que a aparição de Willis seria algo relâmpago. Faz parte.

De um filme como esse, o que se espera é ação, pose de herói e cara de mau, explosões e mortes. E ele entrega. A ação está presente desde o início, em doses regulares pela projeção, com direito a overdose no terço final. Incluindo tudo o que hoje vem se convencionando como ação: uma edição frenética da coreografia das lutas, alguma texturização da violência (como visto em “Rambo IV”), uma pitada (desnecessária) de tortura, e pelo menos uma seqüência com efeitos visuais de baixa qualidade (como que feitos às pressas). Ainda assim, em um ano fraco de blockbusters do gênero, “Os Mercenários” corre grave risco de agradar.

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