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Non-sense na piscina

05.09.04

por Braulio Lorentz

Waterboys

(Idem, Japão, 2001)

Dir.:Yaguchi Shinobu
Elenco: Satoshi Tsumabuki, Hiroshi Tamaki

Princípio Ativo:
gargalhadas com borbulhos

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Meninos numa equipe de nado sincronizado é o mote de Waterboys, filme japonês exibido no agoniante formato "TV de 29 polegadas" do Cineclube Savassi. Ao todo, são pouco mais de uma hora e meia de situações non-sense e acrobacias na piscina.

Ingredientes inusitados para uma boa risada estão espalhados em cada segundo de projeção. Socos na cara, penteados totalmente excelentes, sunga perdida na piscina e a professora mais hilária que eu já vi em uma (se é que pode se chamar assim) tela de cinema. A moça aparece no começo e no final da sessão, mas vale a pena cada uma das cenas em que a personagem participa. Na exibição final de nado sincronizado, por exemplo, ela assume o papel de aspirante a Michael Jackson e sacode o filho ao comemorar o sucesso da trupe de meninos acrobatas. Hi-lá-ri-o!, sendo que a separação por sílabas é para aparentar intensidade.

Outro personagem de destaque é o domador de golfinhos, que passa a domar os próprios garotos de olhos puxados. Cada filme tem o Professor Miyagi que merece... Se em “Karatê Kid” as tarefas braçais (encerar carros, pintar cercas) têm explicação para serem aplicadas na prática, o professor dos Waterboys não adota a mesma filosofia. Ele manda os garotos limparem um enorme aquário, mas assume que a tarefa nada influencia na hora do "vamo ver". Para completar, por vezes se confunde e arremessa peixes pros japinhas, como se eles fossem os golfinhos que ele treina.

Se a intenção é fazer rir e construir personagens que arrancam gargalhadas a cada aparição, Waterboys cumpre o papel direitinho.

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