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Big?

17.06.07

por Dani Freitas

Macy Gray - Big

(Universal, 2007)

Top 3: “Strange Behavior”, “One for me”, “Get Out”.

Princípio Ativo:
Nomes famosos

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Em 1999, Macy Gray lançou seu primeiro álbum, On How Life is. Com ele a cantora ganhou o Grammy e embalado pelo hit “I try”, o disco chegou ao topo das paradas em várias partes do mundo. Os discos seguintes The Id (2001) e The Trouble With Being Myself (2003) não alcançaram o mesmo sucesso, e a cantora foi dispensada da Sony. Quatro anos depois do lançamento do último álbum, Macy Gray ressurge com Big querendo voltar às paradas de sucesso (por isso a escolha deste nome). Chegou a dar declarações falando que 2007 será o ano dela. Será?

O disco conta com a produção de will.i.am, do Black Eyed Peas, (dono do selo Interscope Records, que lançou o CD em parceria com Geffen). Além do produtor famoso, o álbum tem participações de Justin Timberlake, Fergie, Natalie Cole e do rapper Nas. Apesar de tudo isso o disco é morno. Depois de escutá-lo temos a sensação que o maior destaque do CD está na ficha técnica recheada de nomes famosos.

Big é sem graça. As faixas parecem precisar de algo, seja para você amar a música, seja para odiar. Will.i.am não conseguiu fazer uma produção competente como as dos discos de sua banda ou da companheira Fergie e não aproveitou a marcante voz de Macy Gray nas músicas, que muitas vezes fica irritante. Os samples, tão bem usados nos trabalhos anteriores de will.i.am, em Big não trazem nada de interessante.

As participações especiais parecem estar ali só mesmo para enfeitar o encarte. Fergie em “Glad you’re here” e Natalie Cole em “Finally made me happy” mal aparecem nas músicas. Estão ali apenas fazendo umas “firulas” nos refrões, totalmente dispensáveis. A única participação interessante é a de Justin Timberlake, que participa da música “Get out” como cantor e produtor. A faixa, uma das melhores de Big, lembra muito as músicas do último disco de Justin.

Apesar de tudo isso, durante o disco conseguimos lembrar que Macy Gray pode fazer muita coisa boa. Basta escutar “One for me” (que tem um sample no início muito parecido com “Don’t lie” do Black Eyed Peas) e “Strange Behavior”. É quase impossível ouvir “One for me” e não ficar cantarolando o refrão por aí. O sample de violino e flauta que aparece durante a música deixa a melodia agradável e a voz de Macy Gray se encaixa perfeitamente a ela. Já “Strange Behavior” evolui de maneira interessante. Começa com uma narração, passa por um rap e o refrão é super melódico.

As duas ótimas músicas, porém, ficam ofuscadas no meio de um CD tão sem graça como Big. Sozinhas elas não salvam o disco, que definitivamente não fará de 2007 o ano de Macy Gray.

A pior notícia fica pro final: Macy Gray alisou o cabelo

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