HQs da semana: 10 e 17 de agosto

Nossa avaliação

Na semana anterior ficamos devendo o nosso panorama regular dos lançamentos americanos em HQs, então a coluna desta semana vem em dose dupla! Notável é a ausência completa de qualquer título da DC digno de menção. O motivo disso é provavelmente a iminente reformulação de setembro, que faz da maioria dos títulos publicados este mês uma mera encheção de linguiça.

No lado da Marvel, a temporada dos crossovers chega ao seu “momento pancadaria” com “Fear Itself #5” e algumas edições relacionadas, como “Uncanny X-Men #542” e “Avengers Academy #18”. Se a qualidade das histórias merece elogios, o mesmo não podemos dizer da coerência interna, especialmente no que diz respeito aos níveis de poder apresentados pelos “dignos”.

De um lado, os X-Men enfrentam um Fanático tão poderoso que dezenas de planos falham em sequer arranhá-lo. A solução encontrada faz jus ao gênio tático de Ciclope, e explora a idéia de que o demônio Cytorrak não ficaria nada feliz em saber que Caim Marko, seu avatar humano, anda recebendo poderes extras de uma divindade de outro panteão. Mesmo sem o poder do Fanático, o vilão continua imbatível, e um dos membros da equipe mutante terá de assumir o posto e os poderes de Marko se quiser ter alguma chance de detê-lo… mesmo que fique parecendo um idiota com aquele capacete.

De outro lado, na minissérie principal, Thor enfrenta sozinho dois dos “dignos” mais poderosos. A batalha, que prometia ser uma das mais épicas dos últimos anos, acaba desapontando: nenhum dos dois “inimigos” parece ser mais forte com o poder dos martelos nórdicos que sem eles, e o deus do trovão vence o combate com ridícula facilidade. Apesar disso, a qualidade de “Fear Itself” continua alta, mas esta é outra daquelas edições de leitura rasa e rápida.

Já os aprendizes de Vingadores também são obrigados a se virarem sozinhos contra dois dos “dignos”, e se não vencem com a mesma facilidade demonstrada por Thor, pelo menos usam a cabeça e bolam alguns planos de dar inveja a Ciclope. É curioso que os vilões da saga pareçam mais perigosos nas edições tie-ins que na série principal.

Outra edição levemente relacionada ao evento é “Avengers #16”. Aqui acompanhamos Steve Rogers e suas “panteras”, as agentes da S.H.I.E.L.D. Maria Hill, Sharon Carter e Victoria Hand. O estilo verborrágico de Brian Bendis atinge seu auge em uma edição tão entediante que conta com nada menos que seis páginas consistindo exclusivamente de personagens falando. Nem o Jornal Nacional traz uma dose tão cavalar de cabeças falantes.

“X-Men: Schism #3” dá continuidade ao evento que promete ser a “Guerra Civil” dos X-Men, mas ainda sequer sabemos qual será a “questão filosófica” por trás da cisão entre os mutantes. Entretanto, o conflito ideológico entre Ciclope e Wolverine começa a dar as caras em resposta a um ataque organizado pelo “novo” Clube do Inferno. Schism não comete os mesmos erros de Civil War – onde tantos heróis agiam “out of character” que a única explicação plausível seria que todos fossem Skrulls disfarçados – mas nem por isso é infalível. Afinal, se o motivo da briga for mesmo este que é insinuado na edição, então Wolverine deveria ser o último X-Man a discordar de Ciclope.

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