HQs da semana: 5 de outubro

Nossa avaliação

Voltamos à nossa programação normal, depois de dedicarmos as últimas colunas ao mês de lançamento do novo Universo DC. Agora vamos falar só dos principais destaques, sejam eles positivos ou negativos.

O primeiro da lista é “Action comics #2”, que continua a reformulação das primeiras aventuras do Superman pelo autor Grant Morrison. A edição mostra o homem de aço sendo examinado e torturado pelos cientistas do exército americano, sob a orientação de Lex Luthor. A insistência do careca em tratar seu arquirrival como uma criatura inumana que apenas “imita” a aparência humana é hilária, e o bom humor do herói mesmo nas piores horas mostra como Superman pode ser escrito de maneira positiva sem ficar chato. Luthor não é o único “vilão” que aparece na edição, que insinua algumas participações bem especiais nas próximas edições.

“X-Men: Schism #5” conclui o “divórcio” entre Ciclope e Wolverine, e deixa um gostinho esquisito. Parece que as campanhas de “teasers” da Marvel têm tirado a graça de muitos dos seus principais lançamentos atuais. “Schism” é previsível em parte porque é meio clichê, mas também porque as consequências mais “bombásticas” da estória já foram reveladas de antemão. Se a Marvel se importasse com os spoilers e não tivesse estragado a minissérie antes sequer de ter começado, talvez fosse uma boa leitura. Isto é, claro, se deixarmos de lado a hipocrisia elementar da posição de Logan: o cara quer bancar o Charles Xavier, mas se o Professor X tivesse adotado a sua atitude, os X-Men nunca teriam existido…

Por fim, “Swamp Thing #2” devia ter sido a primeira edição da série. Graças à arte de Yanick Paquette, o título do Monstro do Pântano continua a ser a revista mais bonita a cada semana que é lançado. Já o roteiro de Scott Snyder é um tanto verborrágico demais; ou seja: muita conversa e pouca ação. Mas se na primeira edição saímos sem entender muita coisa, nesta a mitologia do herói vegetal é bem explicada e são plantadas as sementes (trocadilho proposital) de uma nova fase de estórias que não “apagam” a fase clássica de Alan Moore, mas mostram aos leitores que eles não precisam se preocupar demais com o que veio antes. Este é um novo Monstro do Pântano, mas fiel às raízes (rá, fiz de novo) do personagem, com alguns pequenos ajustes na mitologia que fazem muito sentido. O curioso é que chegamos ao final da edição torcendo para que o herói morra pra que a estória possa começar…

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