HQs da semana: 16 de novembro

Nossa avaliação

Voltamos à nossa programação normal, com mais uma espiada nos principais lançamentos em quadrinhos da última semana nos EUA.

A edição que mais deu o que falar nos últimos dias foi indiscutivelmente “Wonder Woman #3”. Brian Azzarelo e Cliff Chiang vêm trazendo uma das séries mais sólidas dos “Novos 52” da DC, e apesar desta ser a mais fraca das três edições até agora, ela chama atenção por uma “revelação” sobre as origens da heroína amazona que vai contra muito do que pensávamos ser verdade. Esse “retcon” altera a origem de Diana e faz dela um personagem mais interessante, conectando-a mais intimamente à mitologia grega. Apesar da mudança fazer muito sentido, é certo que vai provocar muitas reações contrárias acaloradas nos fãs, que em geral não gostam muito que mexam no cânone.

“Justice League #3” é mais um capítulo da “primeira” aventura da Liga na nova continuidade da DC. Na prática, é mais um trecho de uma história clichê que avança a passos de tartaruga. Geoff Johns e Jim Lee são os “pop stars” da DC, mas parece que não desejam se arriscar, produzindo a milésima versão de uma trama que aqui só tem duas novidades: os uniformes modernosos do “DCnU” e a estranha personalidade imatura dos personagens, que falam frases de efeito que deixariam os Jovens Titãs com vergonha.

“Batman #3” vem superando o título da Liga não só em vendas como também em qualidade. Scott Snyder traz um roteiro que equilibra muito bem diálogos, ação e exposição (e, como sempre, Alfred fica com as melhores falas), enquanto Greg Capullo traz desenhos que mesclam maravilhosamente o traço de Andy Kubert com o estilo quadradão da série animada clássica do morcego. A trama, que gira em torno de uma suposta sociedade secreta de assassinos que domina Gotham há décadas, é interessante, mas é difícil acreditar que um detetive como o Batman teria operado tantos anos na cidade sem nunca ficar sabendo da existência dessa “Corte das Corujas”.

“Fear Itself #7.3” é o terceiro de três edições especiais que encerram o grande crossover Marvel de 2011. Pra ser sincero, o resultado é meio ridículo: não só o crossover já havia tido “epílogos extras” na sua última edição, como ainda por cima cada um dos três especiais parece uma edição mensal que ganhou, de última hora, capa e título novos. A edição #7.1 tratou do funeral de um certo personagem e podia muito bem ter sido publicada em uma edição comum de “Captain America”. O #7.2 parece ter saído da revista “Thor” do mês. E o #7.3 é uma edição mensal de “Iron Man” escarrada e cuspida. Pelo menos este último tem a distinção não tão especial de ser o único dos “epílogos” especiais que não foi abismalmente ruim, focando nas consequências do ataque do Gárgula Cinzento a Paris, o que foi uma das partes mais interessantes e assustadoras de “Fear Itself”.

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