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F de Família Angeli

Bate-bola com César Cabral, diretor do curta “Dossiê Rê Bordosa”

por Daniel

Fotos: Divulgação

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Outro bate-bola, agora com César Cabral, diretor do curta “Dossiê Rê Bordosa”. Documentário em animação (antes do hit de Cannes “Valsa com Balshir”) em stop motion, o curta investiga o assassinato da famosa personagem dos quadrinhos Rê Bordosa, cometido pelo seu criador, Angeli, em 1987. O filme foi exibido no primeiro programa de curtas de TDNT na segunda-feira e também recebe o selo “Pílula Pop recomenda” que, assim como barras de ouro, vale mais do que dinheiro.


Rê Bordosa: bandida ou vítima?

Pílula Pop: Quais os reais interesses por trás dessa investigação? Seria você um filho perdido da Rê Bordosa?

César Cabral: Sou um filho perdido mesmo. Lia muito os quadrinhos do Angeli na época, era um dos meus preferidos. Incomodou ele matar o personagem e não explicar muito bem. E foi um exercício legal fazer um documentário desse universo em animação, que é com que eu já trabalho

Você sofreu algum tipo de ameaça ou repressão durante a investigação?

CC: A gente pensou em entrevistar uns delegados, mas eles acharam que tinha muito mais por trás disso tudo que a simples morte de um personagem.

Quem você acha que a Rê Bordosa pegaria em TDNT?

CC: Putz. Não vou citar nomes. É mais fácil falar quem ela não pegaria.

Tem mais algum crime não-resolvido que você pretende investigar?

CC: Estou voltando à animação não-documental. Tem uma animação infantil e estamos estudando a possibilidade de, talvez, fazer uma série para a televisão com os personagens do Angeli. Ta bem no começo, mas o Angeli está muito a fim também.

Você pensou em chamar a Rita Lee [voz da Rê Bordosa no longa “Wood & Stock”] para dublar a personagem no seu curta?

CC: Cogitei. Chegamos a falar com ela, tava quase certo. Mas aí eu conheci o trabalho da Grace Gianoukas na Terça Insana, que é um projeto famoso em São Paulo. E achei que ela tinha a pegada que eu queria para a Rê Bordosa, até pelas personagens doidonas que ela faz no teatro. É algo muito subjetivo. O quadrinho tem isso: cada um lê e imagina uma voz. No “Wood & Stock”, é diferente porque é uma Rê Bordosa morta-viva, que acordou ali no IML. E no “Dossiê”, ela ainda está viva. Mas eu acho genial o resgate desses personagens da década de 80 para uma nova geração.

E, por fim, a pergunta que todos estão se fazendo: qual o significado de rosebud?

CC: O Angeli responderia melhor isso. Mas nem ele sabe explicar direito porque matou. E no filme, o motivo da morte não é o importante. São as questões que ela levanta. Acho que seria algo assim.

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